I
A poesia paira por aí, no silêncio d'um novo amanhecer, na euforia encantante dos passarinhos, no cheiro da terra, nas gargalhadas dos galhos.
A poesia paira por aí, no sorriso d'um bom dia, no olhar suavizante, cativador, na verba anestesiante vinda d'alma, no aperto de mão valente.
A poesia paira por aí, no calor de um beijo roubado na esquina, no encontro de dois corpos apaixonados, na fala dita que só o cardio melhor decifra, na linguagem do amor aquecendo o espírito.
II
A poesia paira por aí, no dar uma mão a torcer, na dicção d'um vai ficar tudo bem, na visita inesperada na hora certa e justa.
A poesia paira por aí, no apreciar ao horizonte, na crença d'um amanhã melhor, no tintilar das taças da esperança, na canção da bondade, na dança da inspiradora petição, no espírito persistente e foco determinante.
A poesia paira por aí, no olhar da musa mimada, no sorriso maroto esculturado aos lábios, no seu corpo de lira, no ser divertido, no seu gingar de pacaça, no olhar fulminante d'uma hiena e as garras de leoa.
III
A poesia anda por aí, no vai-vem da caneta desflorando as virgens laudas, no orgasmo intenso das palavras, no dueto com a poetisa que a tudo inova, no acariciar o microfone, no desnudar d'alma poética.
A poesia paira por aí, a poesia paira por aí, paira por aí..., por aí, nos contornos da vida, nos detalhes do viver, nas marcas da existência, no sentido da essência, excelência.
A poesia paira por aí, a poesia paira por aí, paira por aí..., por aí..., basta que com calma e alma a vês, sinta-a, que ao menos esta hora seja nossa, aconchegados à fragrância do paradoxal inspiração.
Sempre disse aos meus, «acredite no seu potencial e naquilo que és capaz, força, coragem, e nunca desista, o caminho é para frente», simples motivação que acho uma vida em cada palavra dita,...
I A poesia paira por aí, no silêncio d'um novo amanhecer, na euforia encantante dos passarinhos, no cheiro da terra, nas gargalhadas dos galhos. A poesia paira por aí, no sorriso d'um bom dia,...
Congo… Ho, Congo… Congo, tu, filha antiga de África. Quem te disse que não podes ser linda? Que não podes vestir-te de luz, pintar o rosto de esperança, calçar saltos que elevem a...
Andei descalço sobre o mal caminhei longas distâncias para alcançar as montanhas e para poder ver os icebergs neles fiz marcantes pinturas com água salgada indelével neles fiz imensas...
Pesada é a bagagem do viajante que vai do não existir ao existir e do existir ao não existir Enquanto me dura essa viagem que outros me doaram como herança ...
São diferentes hoje os olhos com que te abraço a cintura azul Ó mar diferentes também as nossas posturas ontológicas. Hoje sou eu que te tenho ...