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ARTIGOS

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Festival Infantil RNA–Chitotolo celebra 30 anos com edição especial dedicada às crianças

Fonte Lea.co.ao Data 2026-05-15 21:45:34

Evento acontece a 1 de Junho, com transmissão em directo, programação cultural e forte acção social

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Autor angolano transforma dor em esperança com nova obra literária

Fonte Lea.co.ao Data 2026-04-25 09:34:27

Paulo Francisco Gonçalves, conhecido como Poeta Falso, relata uma trajetória marcada por perdas, rejeições e superação até ver o seu manuscrito finalmente aprovado por uma editora.

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Pfuka, Alcina! – Documentário de Beni Dya Mbaxi expõe a dor e a resistência em Moçambique

Fonte Lea.co.ao Data 2025-05-15 18:41:30

Filme revela a história de uma jovem estilista ferida em confrontos pós-eleitorais

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 Filho do Zua 0

Sostenes Jeremias da Costa Zua, conhecido artisticamente como Filho do Zua, é um cantor angolano que rapidamente conquistou o coração do público com o hit "A Saia Dela". Nascido em Luanda e filho de pais malanginos, Zua desde cedo demonstrou inclinações musicais, apesar de seu sonho inicial ser o futebol, inspirado por ídolos como Zé Calanga e Cristiano Ronaldo. Mesmo enfrentando a desaprovação do pai, que o incentivava a seguir a música sacra e a frequentar a igreja, Zua seguiu o chamado da música secular aos 16 anos.

Após várias tentativas e uma recepção inicial desanimadora, Filho do Zua encontrou apoio em seu primeiro produtor e lançou "Muxima" e "Me Cozinhou", músicas que abriram o caminho para sua transição ao mundo do guetto zouk e do semba. Apesar de críticas e acusações de plágio, ele perseverou, sempre inspirado pelo incentivo de amigos e colegas.

Com o lançamento de "Amor Celina", Filho do Zua alcançou maior reconhecimento, mas foi com "A Saia Dela" que o jovem talento despontou no cenário musical nacional. A música, que inicialmente enfrentou resistência em algumas rádios, finalmente ganhou espaço graças ao apoio do apresentador Calado Show. Sua estreia no palco das "Quartas Quentes" foi recebida com aplausos, e a partir desse momento, Filho do Zua se tornou um nome requisitado para eventos e shows, marcando sua posição como um dos novos talentos da música angolana.

Hoje, com apenas 20 anos, Filho do Zua vê sua carreira decolar e está decidido a compartilhar sua arte com o público. Ele continua a explorar seu talento e promete levar sua música para cada vez mais pessoas, sempre com a humildade e a determinação que o caracterizam.

Filho do Zua
 Víctor Kajibanga 0

Victor Kajibanga, nascido em 1964 em Alto Chicapa, Cacolo, Lunda-Sul, é um sociólogo angolano.

Formou-se e doutorou-se em Sociologia pela Faculdade de Sociologia da Universidade Estatal de Moscovo «M. V. Lomonosov», na Rússia. Além disso, obteve diploma e mestrado em Ensino da Sociologia pela Academia Lénin, em Moscovo, e doutoramento em Sociologia Política pela mesma instituição.

É Professor Titular (catedrático) da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, Angola, onde lecionou inicialmente no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) e, posteriormente, na Faculdade de Ciências Sociais. Colabora com o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto e o Centro de Estudos Africanos do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, em Portugal, assim como com a Cátedra de História da Sociologia e Teorias Sociológicas Contemporâneas da Faculdade de Sociologia da Universidade Estatal de Moscovo «Lomonosov».

Ocupou diversos cargos administrativos na Universidade Agostinho Neto, incluindo Vice-Reitor para os Assuntos Académicos de maio de 1997 a outubro de 1999, Decano do Instituto Superior de Ciências da Educação de fevereiro de 2002 a abril de 2006, e Vice-Decano para os assuntos científicos do mesmo instituto entre 1996 e 1997. Desde 2010, é Decano da Faculdade de Ciências Sociais. Entre 2002 e 2006, foi Diretor da Kulonga - Revista das Ciências da Educação e Estudos Multidisciplinares do Instituto Superior de Ciências da Educação da Universidade Agostinho Neto. Também lecionou na Universidade Jean Piaget de Angola e na Universidade Lusíada de Angola entre 2000 e 2002.

Víctor Kajibanga
 Grácia Ferreira 0

Engrácia Ferreira dos Santos, conhecida artisticamente como Grácia Ferreira, nasceu em 1973, em Luanda, Angola. Desde cedo revelou interesse pelas artes visuais, tendo concluído o Ensino Secundário em Artes Plásticas no Instituto Nacional de Formação Artística e Cultural (INFAC), onde defendeu como trabalho final de escultura o tema “Diferença Conceptual entre Estatueta e Estátua”.

Durante a sua juventude, na baixa de Luanda, conviveu com outros artistas com quem integrou o grupo “Os Nacionalistas”, criado com o objetivo de promover a arte popular angolana. A sua formação é centrada na escultura, mas o seu percurso artístico expandiu-se naturalmente para a pintura, o baixo-relevo e a experimentação com diversos materiais.

Ao longo da carreira, Grácia Ferreira participou em exposições individuais e coletivas em Angola, Portugal, Cabo Verde e Cuba. Em 1998, recebeu uma Menção Honrosa na ENSARTE, e em 2000 foi distinguida com o Prémio Juventude de Escultura ENSARTE, reconhecimento importante na consolidação do seu percurso artístico. Em 2014, realizou a exposição individual “Retrospetiva do In-maginário II”, na Galeria Tamar Golan, em Luanda.

Em 2015, integrou o projeto editorial “A Face da Arte Angolana Contemporânea – 40 Anos de Independência, 40 Obras de 20 Artistas”, promovido pela Fundação Arte e Cultura e Adriano Maia Internacional. No ano seguinte, participou na exposição coletiva “Re-Encontros”, no Centro Cultural Camões, em Luanda. Em 2020, integrou a exposição virtual “Pandemia: Works by Angolans in Portugal”, refletindo um período de incerteza vivido pelos artistas durante a crise sanitária global.

A sua prática artística caracteriza-se pela exploração de acrílico, óleo e aguarela, aplicados sobre tela, papel e materiais reciclados, com destaque para o vidro reutilizado, evidenciando uma preocupação ambiental. A cor assume um papel central na sua obra, marcada pela convivência entre o surrealismo, o abstracionismo e referências ao quotidiano e à realidade africana, filtradas por uma imaginação profundamente pessoal.

Para além da criação artística, Grácia Ferreira exerceu funções como professora de Educação Visual e Trabalhos Manuais em Angola e mantém um estúdio que funciona simultaneamente como espaço de criação, exposição e comercialização de obras. Participou ainda em projetos curatoriais coletivos, como a exposição “Gina Diama (Meu Nome, Minha História)”, apresentada na Galeria Artistas de Angola, em Lisboa, onde expôs ao lado de outros artistas angolanos.

A sua obra reflete um percurso coerente e contínuo na arte contemporânea angolana, cruzando memória, identidade, experimentação material e expressão simbólica, afirmando Grácia Ferreira como uma artista de linguagem própria e consistente.

Grácia Ferreira
 Joselina Pemba 0

Joselina Pemba, nascida em Angola a 12 de Dezembro de 1990, é uma artista visual multidisciplinar conhecida pela qualidade e riqueza estética do seu trabalho, que recebe reconhecimento nacional e internacional. Depois de estudar Humanidade Artística no Instituto de Belas Artes, obteve a licenciatura em Artes Visuais na Academia de Belas Artes de Kinshasa em 2012.

Membro de vários colectivos, incluindo o colectivo FORMOGAS, FUNDAÇÃO RUI DE MATOS, Associação Jovens Artistas do Futuro, União dos Artistas Angolanos (UNAP), Art com Expo Associação Internacional de Artistas e Parceiros, e Coletivo de Mulheres Brasil / Nação Indígena / África , Pemba tem uma visão única da sociedade, reflectida no seu trabalho.

Sua arte é a poesia satírica com uma estética contemporânea excepcional. Utilizando uma técnica mista de colagem sobre acrílico, ela retrata personagens fantásticos com aspectos engraçados, lúdicos, infantis e míticos. Através destas representações, ela expressa as realidades sociais do seu tempo, muitas vezes usando formigas e insetos como metáforas personificadas.

Pemba cria um universo fantasmagórico povoado por seres fabulosos, associando-os à forma humana esquelética para lhes dar um sentido sociológico e mitológico de renascimento e reencarnação. O seu trabalho enfatiza o equilíbrio necessário entre o mundo infinitamente pequeno e o mundo infinitamente grande, um equilíbrio que está atualmente ameaçado.

Além da sua mensagem ecológica, Pemba moraliza e sensibiliza os seus contemporâneos, seguindo a tradição dos contadores de histórias africanos e de Jean de la Fontaine. Seus personagens fantasmagóricos giram em torno de conceitos e valores como amor, disciplina, gentileza, humildade, respeito e fraternidade, resgatando virtudes que tendem a desaparecer na atual sociedade de consumo.

A presença do esqueleto em seu universo fantástico destaca o que há de essencial na vida, simbolizando virtudes que são o último bastião da vida e podem levar ao renascimento. Em suma, o trabalho de Joselina Pemba, com a sua técnica mista de colagem e acrílico, confere às suas expressões artísticas um carácter estilístico excepcional e contemporâneo.

Joselina Pemba

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