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ARTIGOS

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Beni Dya Mbaxi convidado pela Universidade Federal do Oeste da Bahia, no Brasil.

Fonte Lea.co.ao Data 2024-04-08 08:08:03

O jovem escritor angolano, Beni Dya Mbaxi, volta a ganhar destaque nas academias brasileiras, desta vez, é um dos convidados dos Programas de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Oeste da Bahia.

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Canal do Mano Chaba Gera Polémica: Monetização, Pressões Familiares e Disputa Pelo Legado do Kudurista

Fonte Lea.co.ao Data 2026-03-18 23:15:18

Entre acusações, áudios vazados e números que nem sempre significam riqueza, o caso Mano Chaba reacende o debate sobre como o YouTube realmente paga — e como a desinformação transforma visualizações em conflitos

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Suspensão Temporária de Eraldina Santos pela XB Label

Fonte Lea.co.ao Data 2024-11-04 01:11:00

Influenciadora e empresa divergem sobre nova carreira artística; contrato permanece em vigor.

Quem está na lea.co.ao

 Pamina Sebastião 0

Pamina Sebastião, nascida em 31 de janeiro de 1988, no bairro do Cazenga, Luanda, Angola, é uma jurista, artista visual multidisciplinar e artivista reconhecida pelo seu trabalho em justiça social, equidade de gênero e expressão queer. Com uma abordagem decolonial e sócio-imaginativa, Pamina utiliza escrita, audiovisual, fotografia e colagem para explorar o trauma colonial, a política do corpo e novas formas de existência corpórea, frequentemente empregando metáforas como cogumelos e plantas.

Formação Acadêmica
Pamina concluiu sua licenciatura em Direito pela Universidade Católica de Angola em 2011 e obteve um mestrado em Direito Internacional e Relações Internacionais, com enfoque no Sistema Africano de Direitos Humanos, pela Universidade de Lisboa, Portugal, em 2015. Apesar de sua formação jurídica, ela reestruturou sua carreira para priorizar a vida em detrimento do trabalho, rejeitando as lógicas do sistema capitalista.

Ativismo e Movimentos Sociais
Pamina é uma figura central nos movimentos feminista e LGBTIQ em Angola e na África Austral, com mais de uma década de ativismo. Co-fundou o Arquivo de Identidade Angolano, o primeiro coletivo queer feminista de Angola, e a WikiLuanda, uma plataforma dedicada à reparação histórico-cultural na Wikipédia, em parceria com Jaliya The Bird. Além disso, integrou a Ondjango Feminista, o projeto LINKAGES Angola e colaborou com a Associação Íris Angola e a União Africana como voluntária em 2015. É também co-fundadora do Rompe Luanda, um centro criativo para artistas queer e mulheres, e da Tanto Edições, uma editora artística independente.

Atualmente, Pamina atua no conselho da The Other Foundation, conectando arte, ativismo e reformas políticas com uma perspectiva queer, feminista e decolonial. Seu trabalho também inclui consultoria e formação para ONGs, agências da ONU e organizações da sociedade civil.

Carreira Artística
Como artista, Pamina destaca-se por seu projeto Só Belo Mesmo, iniciado em 2019 com textos e ensaios fotográficos, evoluindo para colagens e vídeos em 2020. Este projeto aborda a colonialidade do poder em Luanda, utilizando o corpo como um espaço de reflexão e resistência, configurando-se como um arquivo de artivismo. Suas obras foram exibidas em eventos de prestígio, como a Bienal de Lubumbashi (Congo, 2022), Museo Madre (Itália, 2023), Castel Nuovo (Itália, 2022) e a Conferência Sexo & Público (África do Sul, 2022).

Pesquisa e Artivismo
A pesquisa de Pamina centra-se em reflexões coletivas sobre o trauma colonial e o caminho para a descolonização, propondo o corpo não apenas como um lugar de inscrição colonial, mas também como um espaço de cuidado e novas possibilidades de existência. Sua prática artística combina pesquisa, performance e arte visual, promovendo justiça racial, equidade de gênero e expressão queer.

Premiações
Em 2022, Pamina foi agraciada com o Prémio Semente do fundo Prince Claus da Holanda, em reconhecimento ao seu trabalho em justiça racial, equidade de gênero e expressão queer. Também recebeu um prêmio da comunidade LGBTIQ da Associação Íris Angola, destacando sua contribuição para os movimentos sociais e artísticos.

Contribuições e Legado
Com um compromisso profundo com a justiça social, Pamina Sebastião integra arte, ativismo e política em sua prática, promovendo vozes marginalizadas e construindo novos imaginários para a inclusão e a equidade. Seu trabalho, exibido nacional e internacionalmente, continua a inspirar mudanças estruturais e a desafiar narrativas coloniais, consolidando-a como uma das vozes mais influentes do artivismo angolano.

Pamina Sebastião
 DJ Lutonda 0

DJ Lutonda é um proeminente DJ angolano cuja trajetória marcante na música o tornou uma figura icônica no cenário do kuduro, um gênero que ele abraçou com paixão e ativismo para elevar sua expressão cultural. Conhecido por animar diversos palcos em Angola e além, Lutonda conquistou reconhecimento e respeito, apesar dos desafios enfrentados, incluindo discriminação por sua associação com o kuduro e suas raízes no gueto.

DJ Lutonda começou sua carreira focado no kuduro, um estilo musical vibrante e enraizado na cultura angolana. Ele escolheu este gênero como forma de se destacar no mercado e afirmar sua identidade como artista. Sua dedicação ao kuduro, no entanto, trouxe desafios iniciais, já que o estilo era frequentemente associado à marginalidade. Em uma entrevista ao PLATINALINE, Lutonda revelou que enfrentou discriminação significativa por ser um DJ de kuduro e por vir do gueto, experiências que marcaram sua jornada, mas não o impediram de seguir em frente.

Apesar das adversidades, sua habilidade em animar festas e conectar-se com o público o levou a se tornar um dos DJs mais respeitados de Angola. Ele esclareceu que, embora o kuduro tenha sido seu ponto de partida para ganhar notoriedade, seu repertório é versátil, abrangendo diversos estilos musicais, demonstrando sua capacidade de se adaptar e inovar.

Sua discografia inclui faixas como Triste Realidade (2024), Já Estou Boiado (2024), Assuntos (2022), Drena (2023), Vou Se Mimar de Cavalo (2021), Kadi Kaseca (Remix) (2023), Sangra (2024), Quadra dos Pagantes (2024), Pankadão (feat. Mr.), Tó Tímido (feat. Diboba & Dupla Gelado de Mucua) e So Bad Remix. Essas faixas refletem sua habilidade de criar músicas que ressoam com o público, misturando ritmos vibrantes com letras que capturam a realidade e a energia da cultura angolana.

DJ Lutonda é reconhecido não apenas por sua música, mas também por sua resiliência e compromisso em promover o kuduro como uma forma legítima de expressão cultural. Ele transformou a discriminação que enfrentou em motivação para consolidar sua carreira, tornando-se um símbolo de superação e autenticidade. Suas apresentações em diversos palcos de Angola solidificaram sua reputação como um artista que domina a arte de entreter e unir multidões.

Com uma carreira marcada por desafios e conquistas, DJ Lutonda continua a ser uma força influente na música angolana. Sua dedicação ao kuduro e sua versatilidade como DJ o estabeleceram como um pioneiro que não apenas elevou o gênero, mas também abriu portas para outros artistas do gueto. Sua história é um testemunho de como a música pode ser uma ferramenta de transformação e resistência, inspirando novas gerações a abraçar suas raízes e lutar por seu espaço no mundo.

DJ Lutonda
 DJ Nelasta 0

Nelson Eugénio Vassole Gonçalves, mais conhecido como DJ Nelasta Nel Flow, é um renomado DJ e produtor musical angolano nascido em 24 de maio de 1991, em Luanda, Angola. Com nacionalidade angolana e portuguesa, é filho de Nelson De Sousa Gonçalves e Maria da Conceição Gonçalves. Sua paixão pela música foi despertada cedo, inspirada por seu irmão mais velho, que já havia sido DJ, e desde então transformou-se numa carreira notável que deixou uma marca indelével na cena musical angolana.

A jornada de DJ Nelasta Nel Flow na música começou em 2005, quando, ainda adolescente curioso, começou a experimentar com música num computador num cybercafé ao lado de seu amigo de infância, Guitinho. Esse momento acendeu um amor pela música que nunca mais o abandonou, levando-o a seguir a carreira de DJ profissionalmente. Em 2008, ele expandiu seus talentos para a produção musical, colaborando com artistas angolanos de destaque como Titica, Kelson Most Wanted (TRX MUSIC), Paulelson, Duc & Niiko, Limas do Swaag, Elber, Anabela Aya, DJ Romano, Trigo Limpo e outras figuras notáveis da cultura musical angolana.

DJ Nelasta Nel Flow rapidamente se tornou uma referência na vibrante vida noturna de Luanda, apresentando-se em locais renomados como Discoteca Aquário, Lookal Ocean Club, Black Star, Chick Chick e Zorba, entre outros. Suas performances dinâmicas e sua habilidade de conectar-se com o público consolidaram sua reputação como um dos principais DJs de Angola.

Sua discografia inclui faixas populares como The Vibe (2020), Ai, Ai, Mata, Mata (2024), Holy Ghost (2024), Atena (Olimpo EP, 2024), Ta Tudo Bem (2024), Celina (2023), Eros (Olimpo EP, 2024), Apolo (Olimpo EP, 2024) e Too Night (com Teo No Beat, Afro House). Essas faixas demonstram sua versatilidade em gêneros como Afro House, combinando ritmos contagiantes com influências culturais que ressoam com fãs tanto localmente quanto internacionalmente.

A dedicação e o talento de DJ Nelasta Nel Flow renderam-lhe inúmeros reconhecimentos, incluindo Melhor DJ no Moda Luanda (2018), Melhor DJ no Angola Music Awards (2019), 1º Lugar no Top 5 Zap News (2019), Melhor DJ da Quarentena pela Angorrusia (2020) e o Prêmio de Promoção Internacional pelo Angola 35 Graus (2020).

Com uma carreira que abrange quase duas décadas, DJ Nelasta Nel Flow tornou-se um nome consagrado na indústria musical angolana. Suas contribuições como DJ e produtor não apenas elevaram o gênero Afro House, mas também proporcionaram uma plataforma para artistas emergentes por meio de suas colaborações. Sua paixão incansável, aliada à sua capacidade de inovação, garante que sua influência continuará a moldar o cenário musical angolano por muitos anos.

DJ Nelasta

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