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ARTIGOS

/images/noticias/Ceicy de volta aos palcos.jpg

Depois das chuvas, vem a bonança – Ceicy de volta aos palcos com muitos sucessos e um álbum à vista.

Fonte Lea.co.ao Data 2024-12-01 11:16:26

A cantora, natural do Bié, retorna aos palcos e prevê o lançamento de um álbum de músicas variadas, ainda sem data marcada, para 2025.

/images/noticias/Alvos Na Mira - Taniiury.jpg

Rap de Rua em Alta: Taniiury Apresenta 'Alvo na Mira' com Colaboração de Peso

Fonte Lea.co.ao Data 2025-08-16 09:53:37

O novo videoclipe mergulha no universo do Trap Drill com uma estética urbana marcante e uma colaboração que impõe respeito

/images/noticias/Apoio-Wyma-Nayobe.jpg

Rappers e produtores unem-se para apoiar Wyma Nayobe em evento solidário

Fonte Lea.co.ao Data 2026-03-07 13:20:32

Quintas de Hip Hop organiza homenagem para ajudar a lenda do rap angolano, que enfrenta problemas de saúde

Quem está na lea.co.ao

 Leokeny 0

Leokeny (Leonel Dimbulukeny, nasceu aos 12 de Novembro de 1983 no Lubango, Huíla) cantor angolano, músico, letrista, compositor e produtor.

Começou a sua trajectória em bares como intérprete de um vasto repertório de covers da world music, Soul e clássicos angolanos. Vencedor do Festival Nacional de Música Popular Angolana "Variante 2005" sendo representante da província do Cunene (terra de seus pais).

Tem um álbum no mercado intitulado “TROFÉU”, lançado em 1 de Março 2008 nos estilos de Soul music/R&B e Zouk, com produções de Simmons Massini, Heavy C, Nino Jazz & João Paulo. O mesmo contou com participações de Yola Semedo (Medo (11) & Lição (12) Sandra Cordeiro (10) Cage 1 (7) & Vui Vui (4). Desde o lançamento do mesmo teve envolvido em várias actividades musico culturais ao lado de artistas como: Alexandre Pires, Paulo Ricardo, Bow Wow, Omarion, Tânia Mara, Pedro & Tiago, Lil Kim, Bobby Valentino, Brick & Lace, Danny L, Big Nelo, Suzanna Lubrano, Beto Dias, Livity.

Leokeny tem feito composições para alguns artistas de realçar Yola Araujo no tema: tão profundo do álbum "Diferente mas um pouco" e para as Black Fofas o tema: Meus olhos choram, seu 2º single promocional.
Está em estúdio a gravar o seu próximo trabalho discográfico a sair em meados do próximo ano. Até agora esteve em Paris aonde gravou com Matrx & Ray Hill, Maputo aonde gravou com G2 e outras surpresas.

Fonte:http://musicangolanatuga.blogspot.com/

Leokeny
 Coréon Dú 0

Coréon Dú é um cantor e produtor angolano.

Em 2010, Coréon lançou o seu álbum de estreia, “The Coréon Experiment”, uma fusão de sonoridades que reflectem as suas principais influências musicais, misturando o Pop com o Semba, Jazz, Kilapanga, Funk, Bossanova, Rock, Kuduro, ritmos latinos e Kizomba. O disco recebeu boas críticas e impulsionou uma tournée internacional em festivais de Jazz, incluíndo uma performance no mundialmente reconhecido Festival de Jazz de Madrid, em 2012, que transportou Coréon Dú para o mercado internacional.

Em 2013 lançou “The We Dú Experiment”, um álbum de remixes que mostrou novas interpretações das suas músicas, desenvolvidas por uma extensa lista de colaboradores, que inclui Phil Asher, Daniel Haaksman, DJ Spooky, DJ Satellite, Luiz Brasil, José de Divina, Elias de Menezes, Jerry Charbonier , Lenni Sez e Nuno Mendes.

Além dos seus próprios trabalhos, Coréon Dú tem também sido convidado para duetos com músicos como Os Namayer, Leo, Filipe Mukenga & Filipe Zau, Noite e Dia e Maskarado. Recentemente, Coréon fez a abertura para o célebre músico brasileiro, Seu Jorge, em Outubro de 2013, em Luanda (Angola), actuou no Winter Music Conference 2011, em Miami, na primeira edição do festival LusoFone, em Braga, Portugal, em 2013, no FestiSumbe 2013 e no Luanda International Jazz Festival, em 2012.

O trabalho criativo de Coréon, for a da indústria musical tem também vindo a merecer a atenção internacional. Criador e produtor da novella angolana “Windeck”, foi nomeado para um prémio Emmy internacional, na categoria de Melhor Telenovela. Windeck foi exibida em Angola, Portugal, Cabo Verde e Moçambique, tendo recebido óptimas críticas, tanto do público como da crítica, ao mesmo tempo que bateu recordes de audiência.

Ainda que inspirado por uma enorme variedade de artistas e estilos, Coréon Dú explora a fusão entre elementos angolanos e sons internacionais. Os seus videoclips têm sido também um reflexo disso mesmo e do seu profundo interesse em arte e em moda.

fonte:Site oficial

Coréon Dú
 Betinho Feijó 0

Alberto Cardoso de Andrade Feijó, conhecido artisticamente como Betinho Feijó, nasceu em Luanda, Angola, no dia 26 de outubro de 1960, filho de Caetano da Silva Feijó e Madalena Augusta Cardoso de Andrade Feijó. Desde os cinco anos de idade, demonstrou uma paixão intensa pela música. Ainda criança, já se imaginava como violonista profissional e começou a construir seus próprios instrumentos com latas de azeite doce, braços de madeira e cordas de arame de pesca. Frequentava festas no bairro do Rangel, onde observava atentamente os guitarristas da época, absorvendo referências e técnicas.

Aos dez anos, formou seu primeiro grupo musical, os Tópicos do Ritmo, e recebeu de seu irmão Palão o primeiro violão semiprofissional. Em 1975, integrou o Grupo Musical OPA e, no ano seguinte, passou a fazer parte do conjunto Os Dipandas, onde começou a ganhar experiência e a entrar no mundo do profissionalismo musical. Desde então, esteve envolvido em diversos grupos angolanos, como Rhythm Topics, Juventude Revolucionária, África Njonze, Seleção de Luanda, Diamantes Negros, Experimental 1º de Maio, Banda Dionísio Rocha e Os Merengues.

Entre 1977 e 1980, estudou na Academia de Música de Luanda e, em 1983, ingressou oficialmente no conjunto Os Merengues, onde permaneceu até 1993. Com o fim do grupo, decidiu expandir seus horizontes e escolheu Portugal como destino, motivado pelas referências de músicos residentes no país e pela facilidade do idioma. A partir de 1993, passou a colaborar com artistas de diversos países lusófonos, incluindo Mabucos, Afro Sound Star, Kussondolola, Katió 2000, Semba 7, Dizoma, Justino Delgado, Cacaio, Netos de Gumbé, Carlos Có, Fortinho, Lura, Os Melodee, Vaiss, Tonito, Milá Melo, Emitério Varelo, Duali Jair, Aiaia, Nani, Dom Caetano, Dom Kikas, Maya Cool, Bangão, Elias Dia Kimuezo, Eduardo Paim, DJ Nelo Dias, Tropical Band, As Gingas, Banda Maravilha, Ral Ouro Negro, Filipe Mukenga, Matias Damásio, Kyaku Kyadaff, Ary, Yuri da Cunha, Paulo Flores, Chico Viegas, Os Garimpeiros, Dog Murras, Kizua Gourgel, Dias Rodrigues, Karina Barbosa, Lopito Feijó, Deusa, Galiano Neto, Mindo Monteiro, Virgul, Boto, Tito Paris, André Kabaço, Mário Garnacho, Nanuto, Ana Moura, Calózinho, Beto Monteiro, Seco Kamará, Mago, Trindade, Diabiki, Ineida Marta, Manecas Costa, Proletário, Zé Ma, Mestres do Semba, Jovens do Hungo, Té Macedo, Pedrito, Yola Semedo, Nelo Paim, Belera, Simons Massimi, Ivan Alekxei, Miguel Yamba, Titia, Joãozinho Morgado, Gabriel Tchiema, Nino Jazz, Mário Gomes, Dodó Miranda, Texas, Kiaco Kadaf, Pierre Akandengue, Nena, Jacob Desvarieux e Bonga.

Como produtor musical, suas primeiras produções datam de 1995 e incluem trabalhos com Zé Maria Boioty, Carlos Lamartine, Maya Cool, Dom Kikas, As Gingas, CantoAngolando (Projeto Sonangol), Carlos Burity, Angêlo Boss, Irmãos de Almeida, Mike Pemba, Voto Gonçalves, Margareth do Rosário, Yeye, Os Embaixadores, Kinga, Toya Alexandre, Patrícia Faria, Dina Santos, Fató, Armanda Cunha, Zeca, Jorge Monteiro, Lura, Rui Minga, André Minga, Belita Bell, Santocas, Bela Chicola, Zecax, Santos Júnior, Don Power, Raine Sunda, Konde, Robertinho, Teta Tears, Belmiro Carlos, Luis Kandjimbo, Vava, Gabriel Leitão, Elias Dia Kimuezo e muitos outros.

Em dezembro de 2023, participou de uma cerimônia da Sociedade Francesa de Direitos de Autor (SACEM) em Paris, acompanhando o cantor Bonga no palco durante a entrega do Grande Prémio "Músicas do Mundo". Também integrou o movimento internacional Playing For Change, que visa conectar o mundo através da música. Sua trajetória reflete um compromisso contínuo com a cultura musical angolana e lusófona, consolidando-o como uma figura influente no cenário musical contemporâneo.

Além da música, Betinho Feijó é casado, pai de cinco filhos, e sonha com a instalação de um estúdio de gravação em Angola e a abertura de uma escola de formação musical. Veste-se de forma casual durante a semana e opta por trajes formais em cerimônias. Nos fins de semana, adapta seu estilo ao ambiente. Usa perfumes como Azzaro, Calvin Klein, Jean Paul Gaultier e Paco Rabanne, e não tem predileção por marcas específicas.

É tímido, exigente, sensível, otimista e persistente. Considera-se respeitável e solidário, acredita na justiça e na ética, e vê a corrupção como uma prática nociva que deve ser combatida. É um pouco ciumento, sabe cozinhar com limites, e aprecia pratos típicos como funje de bagre, carne de pacaça seca, calulu, feijão e cacusso grelhado, acompanhados de sumos naturais e água.

Apaixonado por futebol, torce pelo 1º de Agosto e pelo Sporting de Portugal. Tem como cidade preferida Luanda e costuma passar férias em Paris, Madeira, Barcelona, Madrid, Porto e Havana. É leitor de obras como “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, e admira escritores como Agostinho Neto, Lopito Feijó, Luís Kandjimbo, Kanguimbo Ananaz, Pepetela, Manuel Rui Monteiro e Jorge Amado.

Betinho Feijó é um nome indissociável da música angolana. Com mais de cinco décadas de carreira, continua a ser um dos principais rostos da equipa artística que acompanha grandes nomes da música nacional e internacional, mantendo viva a essência e a evolução da música de Angola.

Betinho Feijó
 Fátima Moniz 0

Se a vida de Fátima Moniz fosse um mapa, ela não teria fronteiras bem definidas. Nascida em Luanda, a 24 de março de 1969, foi em Benguela que fincou as suas raízes. Para a antropóloga que observa os povos, Benguela não é apenas um lugar na geografia de Angola; é o chão onde a menina Maria Fátima Glória Moniz Manuel aprendeu a ser gente. É a sua "terra", o seu porto seguro, a paisagem que moldou o seu olhar para o mundo.

Filha de Elizete de Castro e do enfermeiro Ricardo José Moniz, Fátima cresceu com o coração voltado para o próximo. Mas não pensem que a diplomata e escritora de hoje nasceu pronta. A sua história de amor com as letras e com a humanidade começou muito antes dos diplomas, num gesto simples e profundamente humano: no início dos anos 90, ainda estudante do ensino médio em Benguela, ela fundou a organização S.O.S. – Piô – Amigos da Criança. O que faziam? Levavam leite e bolachas às crianças internadas na pediatria do hospital local, fazendo o "piô piô" e espalhando brincadeiras. É aí, nesse chão de hospital, que nasce a verdadeira Fátima: a mulher que entende que a maior diplomacia é a compaixão.

A Ponte entre Dois Mundos

A vida levou-a para longe de Benguela. Formou-se em História pelo ISCED de Benguela e, mais tarde, cruzou o Atlântico para se tornar Mestre em Ciência Política pela Universidade Cândido Mendes, no Brasil. Entre 2011 e 2019, serviu como Agente Consular no Consulado de Angola no Rio de Janeiro.

E é aqui que a história ganha um sabor especial. Ao mergulhar na cultura brasileira, Fátima não se perdeu; pelo contrário, encontrou-se. Como antropóloga de si mesma, ela percebeu que as crianças de Benguela e as crianças do Rio de Janeiro brincavam das mesmas coisas, sonhavam os mesmos sonhos. Foi nesse encontro de mundos que ela começou a tecer a sua teia literária, unindo a Angola e o Brasil através da língua portuguesa, essa herança comum que nos faz "distantes, mas ao mesmo tempo muito próximos".

A Escritora e a Contadora de Histórias

Fátima Moniz, a escritora, é uma artesã de memórias. Em 2026, lançou o livro infantil "Lembranças de Infância – Contos de Brasil e Angola", escrito a quatro mãos com a escritora quilombola brasileira Pituka Nirobe. A obra é um deleite para quem estuda a infância: usando a "bina amarela" (a bicicleta angolana) e a "bicicleta cor-de-rosa", as autoras mostram que andar de bicicleta é uma linguagem universal. É um livro que, acima de tudo, faz um apelo aos adultos: "deixem as crianças serem crianças".

Mas a sua obra não se resume a isso. Ela é a alma por trás de projetos como a "Oficina de Poesia para Crianças e Adolescentes", com a chancela da União dos Escritores Angolanos (UEA), e a emocionante celebração "Uma Acácia para Alda Lara", que todos os anos reúne crianças e adolescentes na Marginal de Luanda. Além disso, é Cadeira 510 da Academia de Ciências e Letras do Brasil (ACILBRAS), representando a instituição em Angola, e participou ativamente da antologia "Avança Mulher", que celebra o empoderamento feminino e a força das mulheres angolanas.

Reconhecimento e a Simplicidade do Ser

O mundo tem reconhecido o seu trabalho. Em dezembro de 2024, foi agraciada com o título de "Doutor Honoris Causa" pela Academia de Ciências e Letras de Espanha (CIESART), um prêmio que coroa 30 anos de trabalho humanitário e altruísta. Mais recentemente, em março de 2026, recebeu em Genebra, na Suíça, o prêmio "Suisse Excellence Literature Network", pela antologia "Avança Mulher".

Mas quem pensa que Fátima Moniz se deixou levar pelos holofotes, engana-se. Aos 57 anos, mãe de quatro filhos (Rudnaura, Jaira, Breynner e Elizete) e avó de duas netas (Penélope e Yaneles), ela continua a mesma menina de Benguela que adora viajar, dançar e estar em sala de aula. Como especialista para a América do Sul na Direção América do Ministério das Relações Exteriores de Angola, ela segue construindo pontes diplomáticas. Mas a sua verdadeira diplomacia é a do afeto.

Seja a dar aulas, a escrever para crianças, ou a recitar poesia em Paris, Fátima Moniz faz exatamente o que defende: usa as suas energias criativas para promover a compreensão, curar feridas e conectar pessoas. Uma verdadeira contadora de histórias que, com um sorriso e um livro na mão, nos ensina que, no fim, todos nós, independentemente de onde nascemos, só queremos andar de bicicleta e ser felizes.

Fátima Moniz

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