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ARTIGOS

/images/noticias/Ceicy de volta aos palcos.jpg

Depois das chuvas, vem a bonança – Ceicy de volta aos palcos com muitos sucessos e um álbum à vista.

Fonte Lea.co.ao Data 2024-12-01 11:16:26

A cantora, natural do Bié, retorna aos palcos e prevê o lançamento de um álbum de músicas variadas, ainda sem data marcada, para 2025.

https://www.lea.co.ao/images/noticias/Fim de Uma Era com Luis Fernandes.jpg

O fim de uma era - Luís Fernandes deixa o Volume 10 após 27 anos.

Fonte Lea.co.ao Data 2022-07-31 08:40:07

Luís Fernandes anunciou ontem, 29 de julho, no seu canal do Facebook, que não fará mais parte do programa radiofônico Volume 10, programa que co-fundou e do qual fez parte por 27 anos.

/images/noticias/Da Literatura ao Teatro Infantil - A ultima Masoxi.jpg

Da Literatura ao Teatro Infantil, Uma Obra de Superação e Resiliência

Fonte Lea.co.ao Data 2024-11-10 23:59:56

A emocionante narrativa do jovem autor angolano Beni Dya Mbaxi é transformada em uma peça teatral musical para crianças, abordando temas profundos com sensibilidade e trazendo uma mensagem de esperança.

Quem está na lea.co.ao

 Luciana Lú 0

Luciana Lú, nome artístico de Filomena Manuel Luciano, nasceu em 13 de julho de 1993 na cidade de Gabela, província do Kwanza Sul, Angola. Com sua música enérgica e autêntica, tornou-se uma das vozes marcantes do kuduro e dos estilos urbanos angolanos, carregando consigo o slogan "A vossa lá patrona".

Sua trajetória artística começou em 2014, aos 21 anos, transformando desafios pessoais em inspiração para sua carreira. Nascida com paralisia infantil (pólio), viu o sonho de ser bailarina ser interrompido, mas encontrou na música sua verdadeira vocação. Em novembro do mesmo ano, compôs e gravou suas primeiras quatro músicas e lançou "A Tropa Habilidosa" como single promocional, acompanhado de um videoclipe disponível no YouTube. Inspirada por grandes nomes como Titica, Noite & Dia e a dupla Zezé & Luciano, Luciana Lú seguiu determinada a conquistar seu espaço na cena musical.

Ao longo dos anos, sua carreira ganhou destaque, incluindo uma participação histórica no festival 24 Horas de Kuduro em 2024, dividindo palco com Gattuso, Pai Diesel e Puto Lilás. Também foi selecionada no concurso Caça Talentos do produtor Hochi Fu, consolidando sua presença na indústria. Já na Power House, foi lançada a música intitulada "Sacudir Poeira", com a participação de Paulo Kibrilha. Enquanto que as músicas "Tá No Ombro", "Aí Como Dói" foram lançadas como artista independete.

Luciana Lú enfrenta desafios diários que vão além da deficiência física. Depende de táxis adaptados, cujos custos são significativamente elevados, investe recursos destinados à educação do filho na gravação e divulgação de sua música e reside em um bairro sem infraestrutura cultural em Luanda, na casa de sua mãe. Sobre essas dificuldades, reflete: "Às vezes melhor é calar para não parecer que o mundo acabou."

Apesar dos obstáculos, seus sonhos permanecem vivos. Aspira tornar-se uma referência internacional do kuduro e criar um programa para capacitar pessoas com deficiência. No âmbito familiar, deseja operar sua sobrinha com hidrocefalia e melhorar as condições de vida da família. No plano humanitário, pretende distribuir cadeiras de rodas e promover a inclusão, destacando que "nós somos mais valiosas do que pensam. Quero mostrar que deficiência não é limite."

Autodidata, Luciana compõe letras que mesclam crítica social e resiliência, sendo aclamada pelo público por sua energia cênica e autenticidade. Está constantemente em busca de patrocinadores para a produção de novos clipes e shows, enquanto expande sua presença nas redes sociais, incluindo Facebook e YouTube. Com sua determinação inabalável, reforça sua filosofia de vida ao afirmar: "Ontem sonhei estar na Power House. Hoje estou aqui. Amanhã vou além!"

Luciana Lú
 Carlos Lamartine 0

Carlos Lamartine, nascido José Carlos Lamartine Salvador dos Santos Costa, veio ao mundo em Benguela a 29 de março de 1943. Filho de Sebastião José da Costa — jornalista, funcionário dos Correios, dançarino de rebita e um dos fundadores da Liga Nacional Africana — e de Ludovina da Silva, cresceu num ambiente marcado pela convivência com a cultura popular e pela consciência política. Aos dez anos mudou‑se para Luanda com o pai e duas irmãs, instalando‑se no então Bairro Indígena, atual Nelito Soares. Na capital, prosseguiu os estudos na Escola Católica da Missão de São Paulo e, mais tarde, no Liceu Salvador Correia, onde teve o seu primeiro contacto estruturado com a música através das aulas de canto coral orientadas pelo músico Águas Cruz. Concluiu a formação liceal em 1963, na secção de letras do Colégio da Casa das Beiras.

Ainda jovem, aproximou‑se das atividades político‑culturais promovidas pela Liga Nacional Africana, onde conviveu com figuras como Lopo do Nascimento, Aristides Van‑Dúnem, Gabriel Leitão, David André Tizinho, Madalena Lili Monteiro, Círios Cordeiro da Matta e Tonito Fortunato. Na periferia de Luanda, onde vivia, circulavam poesia, batuque, violão e canto popular, elementos que moldaram a sua sensibilidade artística. A influência do sobrinho Sebastião Babaxi despertou nele o interesse pela percussão e pela dança popular. Já no bairro do Marçal, fundou com outros jovens o grupo “Os Kissueias do Ritmo”, que reunia nomes como Bonga Kuenda, Amaral Morgado, Tizinho, Nelito Soares e Nando Kajibota, destacando‑se pela combinação de música, dança e festividades carnavalescas.

Lamartine tornou‑se uma das vozes que marcaram a música angolana ao integrar grupos como Os Kissuekeia, Macacos do Ritmo e, posteriormente, os Águias Reais, onde assumiu o papel de vocalista. A sua criação artística sempre se orientou pela valorização do cancioneiro popular, pela exaltação da história política de Angola, pela defesa da liberdade e pela celebração da independência, temas que atravessam grande parte da sua obra. Em 1970 gravou o primeiro single, com a etiqueta Ngola, incluindo as canções “Bazooka” e “Jesus dialá uá kidi”. Em 1974 lançou o LP Angola no I, gravado com o conjunto Merengues, obra que se tornou uma referência da canção política angolana.

A partir de 1987 passou a exercer funções no Estado angolano, trabalhando na Secretaria de Estado da Cultura. Em 1995 foi nomeado Diretor Nacional de Ação Cultural e, em 2007, iniciou funções diplomáticas como adido cultural na Embaixada de Angola no Brasil. Paralelamente, retomou gradualmente a carreira artística, lançando os álbuns Memórias (1997), Histórias da Casa Velha (2001), Cidrália (2001), Frutos do Chão São Coisas Nossas (2005) e Caminhos Longos (2007), este último também editado como disco independente.

Em 2023 publicou o seu primeiro livro de poesia, Ser poeta nas harmonias e no silêncio, pela Mayamba Editora, e participou na obra Semba: Perfil Histórico, editada pela Imprensa Nacional de Angola em parceria com a União Nacional dos Artistas e Compositores – Sociedade de Autores. Ao longo da carreira, recebeu distinções como o Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Música (2017), e o Prémio Carreira no Angola Music Awards. Em 2013 foi homenageado no Festival da Canção de Luanda da LAC, numa edição em que os concorrentes interpretaram temas da sua autoria.

Com uma trajetória que atravessa música, cultura e diplomacia, Lamartine consolidou‑se como uma das figuras mais importantes da Música Popular Angolana, contribuindo para a preservação da memória coletiva e para a afirmação dos valores culturais da africanidade, especialmente através do semba e de outras expressões tradicionais.

Carlos Lamartine
 Beto de Almeida 0

Roberto Tiago da Silva de Almeida nasceu aos 8 de Novembro de 1976, na província do Kuando Kubango, tendo feito grande parte da carreira ao lado do irmão Moniz de Almeida.

Filho de pais protestantes, "Tchuma" (irmão), como era carinhosamente tratado nas lides musicais, iniciou a carreira na década de 1980, mas despontou no mercado no princípio dos anos 90, depois de juntar-se ao irmão Moniz de Almeida.

Ao lado deste produziu canções de grande sucesso, entre as quais "Yara", "Cara de Pau", "Amor Melaço", "Bandido", "É Duro", "Ngapa", "Guilhermina" e "Levarei Minha Viola".

Beto de Almeida despontou num contexto difícil da história de Angola, em que emergia o ritmo kizomba, juntamente com outras vozes, como Isidora Campos, Maya Cool, Gabriel Tchiema e o produtor Beto Max. Com a canção "Minha Viola" andou pelo país, animando guerrilheiros nas frentes de combate e ajudou a devolver a esperança a um povo ainda tomado pela guerra.

Tudo começou em 1985, altura em que participou no primeiro Festival Regional da Canção no Namibe, tendo arrebatado o primeiro lugar. Em 1986, participou no Festival Internacional da Canção Infantil, da Organização do Pioneiro Angolano, no Acampamento Pioneiro Augusto Ngangula, tendo se classificado em terceiro.

Três anos depois, transferiu-se para Luanda e juntou-se ao irmão mais velho Moniz de Almeida, dando início à dupla Irmãos Almeida.

Guiados pelo espírito de cantar as vicissitudes de um povo em guerra, decidiram actuar juntos numa primeira fase, passando o mais novo a participar nos espectáculos de Moniz. Em pouco tempo, a dupla explodiu e estourou nas rádios, com temas como "Tio Zé", "Sofrimento", "Paciência", "Chefe é Chefe", cantando o dia-a-dia do seu povo.

A saída da música "Paciência" foi um dos momentos marcantes do começo da carreira do artista, abrindo espaço para uma nova aventura e permitindo a gravação do seu primeiro CD a solo "Cara de Pau", em 1991.

No mesmo ano, fruto do sucesso deste tema, foi convidado a participar no Festival da Música da África Austral, realizado em Harare, capital do Zimbabwe.

Mais tarde, os dois irmãos decidiram montar o primeiro espectáculo oficial conjunto, apresentando-se em Luanda São Tomé e Príncipe.

Em 1996, o duo gravou o primeiro CD, em Lisboa, Portugal, intitulado "Kimbanda". O semba foi a marca mais expressiva deste disco, cujos temas de maior referência são "Vigarista" e "Amor Melaço", muito apreciados em todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Em 1999 lançaram no mercado o disco "Pico", do qual constam os temas "Ngapa", "Minha Viola" e "É Duro", produzidos na linha melódica do semba e lamento.

Em 2000 gravaram novamente em Portugal, agora o CD "Almeisi", do qual constam os temas "Guilhermina" e "Morainha", este último no estilo sungura, uma marca registada do duo.

A título individual, Beto de Almeida produziu e publicou várias canções suas e para outros músicos, tendo sido responsável pelo aparecimento e projecção de vários artistas mais jovens.

Constam deste leque os músicos Dog Murras, Nazarina Semedo, Isidora Campos, Jeff Brow, Kelly Silva, Yola Araújo, Esmeralda, Yeye, DJ Manya, Belinha, Maya Cool, Esmael, Fly, Euclides figueira, JP, entre outros.

A sua mais recente canção foi "Balumuka", produzida na linha melódica do afro house, um género novo na carreira do artista, que viria mostrar a sua versatilidade e capacidade de compor e interpretar de forma rápida qualquer género músical com que se deparasse.

O artista deixa viúva e quatro filhos.

Fonte:Angop

Beto de Almeida
 Shane Maquemba 0

Arnaldo Germano Maquemba mais conhecido pelo nome artístico de Shane Maquemba é um cantor e compositor angolano conhecido por fazer vários estilos desde RnB, Samba, Trap, Rap, Getho Zouk and Soul Music.

Shane Maquemba nasceu no distrito da Ingombota e cresceu em Cacuaco, município em que iniciou a sua carreira. O artista começou a inclinar-se para o mundo da música aos 11 anos de idade. Interpretou músicas de Michael Jackson para os seus colegas do ensino secundário. Desde então, contou com o incentivo de seus amigos e familiares mais próximos[2] alargando o seu número de apreciadores com o seu talento e carisma.

Em 2011 deu início à sua carreira profissional[3] ao gravar a música Acredita com os Senhores do Monte e o renomado artista Angolano Dji Tafinha.

Em 2015 o cantor ficou popularmente conhecido após a sua interpretação da música Happy de Pharrell Williams no concurso The Voice Angola e no mesmo ano lançou o seu primeiro hit Morééé.

Em 2017 o cantor teve a sua primeira tournée em Portugal o que gerou a sua indicação como rosto da bebida energética Extreme em Portugal e o seu convite para actuar em outros países como Suécia, Estônia e Finlândia após brindar-nos com o sucesso Saco Vazio que teve a participação de Bass. Ainda no mesmo ano o cantor uniu-se aos colegas e abraçou o projeto de apoio a alguns centros de acolhimento em Angola atuando no Festival Beneficente Gerando Sorrisos realizado pela Associação Gerando Sorrisos e a Kilamba City Music e ano seguinte lançou o hit Magoga. Em 2019 recriou grandes sucessos como Meu Amor, Princesa (com participação de Rui Orlando) e uma versão da música Amor Perfeito de Roberto Carlos.

Adicionalmente, durante a sua carreira Shane Maquemba já trabalhou com vários cantores como Edmazia, Dj X-Trio, Kanda, Cabo Snoop, Dji Tafinha, Bass, Beathoven, MDO, MB Brothers, Gelci Bee, Ney B, Babilônia, Dj Show, Cerebro Fat, Master Face, Yang Halla, entre outros. A sua paixão pela música ao vivo e o romantismo de suas letras o tornam uma preferência em várias celebrações de casamentos pelo país.

Por demanda do seus fãs, Shane Maquemba encontra-se na preparação da sua primeira obra discográfica intitulada Certeza.

Shane Maquemba

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