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João Dya Nguma Percussionista
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ARTIGOS

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Giorgio Armani: O mestre da elegância que vestiu gerações e inspirou o mundo

Fonte Lea.co.ao Data 2025-09-05 15:20:54

Ícones da moda e estrelas internacionais prestam homenagem ao estilista italiano, cuja visão redefiniu o conceito de sofisticação

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Morre a escritora e poetisa angolana Bel Neto aos 40 anos

Fonte Lea.co.ao Data 2026-03-19 02:38:32

Autora deixa um legado literário marcado pela sensibilidade, coragem e defesa das vozes femininas

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Luís Represas: um artista que navegou 50 anos sem perder o norte

Fonte Lea.co.ao Data 2026-07-23 00:51:17

Músico português, fundador dos Trovante e figura marcante da música popular, morre aos 69 anos deixando uma obra que atravessa gerações

Quem está na lea.co.ao

 Bruno M 0

William Bruno Diogo do Amaral ou simplemente Bruno M, é um jovem artista que dedica-se à música desde os tempos mais remotos da sua adolescência, concretamente desde 1999 aos meados de 2004. Foi praticamente de rap das ruas de Luanda, aos mais variados home studios da cidade. Ainda em 2004, por influência de amigos com quem partilhou vizinhança, tonou-se membro de um gang juvenil, conhecido por "Alameda Squad", grupo muito polémico na época.

Nos finais do mesmo ano, Bruno M, tambem conhecido por "Scocia", no seio do grupo e alguns membros são presos e encaminhados para a C.C.L. "Cadeia Central de Luanda", fruto das práticas anti-socias desencadeadas na época, vindo a passar lá algum tempo. "Aquele foi como um mal necessário, pois foi praticamente ali onde tudo começou". Por influencência de alguns jovens que lá faziam kuduro por diversão, começou a escrever alguns versos de kuduro, nos quais retractava as suas vivências na época.

Mais tarde, pós liberdade, decidiu corrigir e concluir alguns dos versos compostos na C.C.L, tendo então a sua primeira letra councluída intitulada "Não respeita, né?!", no princípio do segundo semestre de 2004 e procurou por alguém que cantasse o "Não respeita, né?!", mas foi um esforço emvão, pois não encontrou, quem cantasse e interpretasse a letra como ele queria, pois na altura já fazia instrumentais de kuduro e captação de voz em estúdio caseiro, onde fazia a produção de vários Kuduristas mesmo antes de começar a cantar, acabando por gavar o seu próprio disco, daí o nome de "Bruno Mágico", assim batizado pelos mesmos kuduristas dos quais fazia a produção musical. Tentou interpretar a letra por cima de um instrumental da sua autoria e felizmente a música foi bem aceite, não obstante o facto de, nos primeiros dias receber ainda muitas críticas e ser alvo de troça de algumas pessoas que ainda não compreendiam a tendência inovadora que o jovem trazia ao estilo Kuduro, apesar de não ter cantado com fim de expresão.

Não foi necessário muito tempo e já era notável um grande número de jovens que faziam duduro inspirando-se no "Não respeita, né"?" de Bruno M.

Daí observava-se, então, um grande exemplo de vida, particularmente aos jovens luandenses, numa altura em que estavam na sua maioria envolvidos em práticas menos lícitas como associações de malfeitores (gangs) e outras espécies de má conduta social. Após aperceber-se que podia fazer arte na sua forma musical, arrastando consigo uma legião de jovens que no passado perdiam-se em práticas criminosas e encotraram no kuduro consolo e meio de manifestação e expressão.

Foi então a partir de 2006 que Bruno M iniciou a produção executiva do seu primeiro álbum que viria intitular-se "Batida Únika", por se tratar de uma nova vertente do estilo kuduro e que, desde então, tornou-se na forma padrão de fazer o estilo até aos dias de hoje. O processo de produção das 15 faixas musicais que compõem o álbum que foi concluído apenas em 2008, ano em que foram oficialmente expostas 14 mil copias à disposição do impetuoso público amante do estilo, no dia 3 de Fevereiro, na portaria do Cine Atlântico em Luanda. Subsequentemente Bruno M e o seu elenco iniciaram uma tournée inter-provincial em Angola com vendas do seu álbum e os respectivos shows de apresentação.

Dentre outras competências profissionais ou intelectuais, Bruno M é compositor e produtor musical, estudante da Falculdade Independente, em Angola e recentemente formado em jornalism profissional pelo Centro de Formação de Jornalistas. É membro da associação A.H.A.R.P.E. (Acção Humatitária de Assistência e Reinserção de Presos e Exilados), na categoria de benemerito, com objecto social unicamente filantrópico.

Fonte: Jornal Continente

Bruno M
 Silk N' Roots 1

Os Silk n'Roots é uma banda angolana de Heavy Metal formada em 2018, idealizada por Fábio "Busa" (guitarrista), Sara (vocalista) e Ricardo Vamp (baixista). A formação original contava com Toke na bateria, que posteriormente foi substituído por Cristóvão, que se manteve até 2020, após dois shows com a banda. Com o tempo, a banda passou por diversas mudanças em sua composição, refletindo uma evolução musical contínua.

Depois da entrada de Cristóvão, que posteriormente deu lugar a Animal, a banda sofreu algumas alterações com a saída de Sara e Vamp em novembro de 2020, sendo substituídos por Carlos e Tiago, ambos integrantes da banda Dikamba. Durante esse período, os Silk n'Roots consolidaram sua identidade sonora e realizaram diversas apresentações no cenário rock angolano.

Com o crescimento das exigências dos projetos individuais dos integrantes, Carlos e Tiago acabaram por se dedicar exclusivamente aos Dikamba no final de 2023. Vamp retornou ao baixo dos Silk n'Roots, enquanto Mag Oga assumiu os vocais, formando a atual estrutura da banda: André "Animal" – bateria, Mag Oga – vocal, Ricardo Vamp – baixo, e Fábio "Busa" – guitarra.

A banda possui três músicas gravadas em estúdio: Battle, Caso Mixa e Zungueira.

Ao longo dos anos, os Silk n'Roots participaram de eventos importantes no cenário rock angolano. No final de 2021, em meio à pandemia da COVID-19, a banda foi pioneira ao lançar um live com quatro músicas em outubro, além de realizar três shows entre novembro e dezembro, incluindo apresentações no CCBA, no aniversário do Volume X no Elinga e um evento na Baía de Luanda.

Em 2022, a banda esteve envolvida na organização do evento solidário Rock N'Camunga para a Escola de Música Camunga, que visava arrecadar fundos e instrumentos musicais. O show contou com a participação da orquestra da escola, além das bandas Dikamba, Black Soul, Tiranuz e Silk n'Roots, e aconteceu na Fundação Arte & Cultura, na Ilha de Luanda.

Em 2023, estiveram envolvidos, junto com a Dead Zone, na organização de um evento acústico, Ondas Acústicas, realizado nas areias de uma das praias da Ilha de Luanda, com um cartaz composto por cinco bandas e quatro artistas solo.

Em 2024, os Silk n'Roots participaram novamente da organização do evento We Love Rock, promovido pela Dead Zone em comemoração ao Dia Mundial do Rock, realizado na Fundação Arte & Cultura. O evento contou com a presença de bandas renomadas da cena angolana, nomeadamente Tiranuz, Dikamba, Silk n'Roots, Black Soul e Eternal Katastrophy.

A identidade musical dos Silk n'Roots evoluiu ao longo dos anos. Inicialmente voltada para o Rock/Metal Melódico, a banda experimentou mudanças significativas com a transição para vocais masculinos, tornando sua sonoridade menos melódica e mais intensa. Atualmente, a banda se define dentro do Heavy Metal, sem a necessidade de rótulos mais específicos, mantendo sempre sua essência e dedicação ao cenário rock angolano.

Silk N' Roots
 Kool Klever 0

Francisco Nelson Manuel Fernandes Bernardo, conhecido artisticamente como Kool Klever, nasceu no dia 23 de fevereiro de 1973, em Luanda, Angola. Poeta, compositor, rapper e letrista, Klever é um dos nomes mais icônicos e influentes da cultura Hip Hop em Angola.

Sua jornada musical começou em 1992, quando fundou o grupo GC Unity (Ghetto & City Unity) ao lado de Prince Wadada e Gangsta Du. O grupo fez história como o primeiro de rap a ter músicas em português transmitidas nas rádios angolanas. Após a saída de Wadada e Du para Portugal, Kool Klever seguiu carreira solo, gravando e se apresentando enquanto colaborava com outros artistas, escrevendo letras marcantes para nomes como SSP, Bruna Tatiana, Donna Kelly e Phatha Mak.

Em 2008, após anos de expectativa, Klever lançou seu primeiro álbum, "Kooltivar – Páginas rimadas do livro da minha vida", que se tornou uma obra indispensável para os amantes do rap angolano. O álbum, de caráter autobiográfico, trouxe uma mistura de poesia e beats, abordando questões sociais e experiências pessoais, solidificando sua posição como uma referência do gênero.

Kool Klever também desempenhou um papel importante como "ghostwriter", emprestando seu talento para composições em outros estilos musicais. Sua habilidade e profundidade como letrista são amplamente reconhecidas, evidenciando o brilho e encanto de suas criações.

Além de rapper, Kool Klever é um dos maiores ativistas e fomentadores do movimento Hip Hop em Angola. Ele apresenta programas de rádio como o Big Show Cidade e o Ecléctico FM, e organiza eventos de rap no Espaço Bahia, que ocorrem tradicionalmente às sextas-feiras.

Com uma carreira que atravessa décadas, Kool Klever é amplamente respeitado como uma figura que impulsionou o rap angolano, representando com maestria a cultura Hip Hop e inspirando novas gerações de artistas. Sua trajetória não é apenas um testemunho de talento, mas também de paixão e dedicação ao movimento cultural que abraçou desde o início.

Kool Klever
 Renata Torres 0

Renata F. M. Torres nasceu em Luanda na década de 80 e tornou-se um dos nomes de destaque da criação artística contemporânea angolana. Formada em Artes Visuais pela Universidade Estadual de Londrina (Brasil), construiu uma carreira multifacetada que transita entre teatro, performance, humor, artes visuais e produção audiovisual, mantendo como base a investigação artística, a identidade e a intervenção social.

A sua trajectória começou nas artes visuais, onde desenvolveu trabalhos de performance, instalação e pesquisa corporal. Posteriormente integrou o teatro, aprofundando o interesse pela presença cénica e pela dramaturgia. Em 2017, estreou o seu primeiro monólogo autoral, Parto Rosa, obra que aborda experiências femininas e questões sociais ligadas ao papel da mulher em Angola e que consolidou a sua afirmação como autora e intérprete.

Em 2019, Renata estreou-se no stand-up comedy com o espectáculo Vamos Falar à Sério, ampliando o seu alcance público e trazendo temas do quotidiano, desigualdades de género e vivências femininas para o campo do humor. Em 2022, regressou ao teatro com o monólogo Mwene-Kongo: A Mulher da Meia-Noite, criado após uma residência artística em Portugal no âmbito do programa ProCultura. A obra reafirmou o seu estilo multidisciplinar ao combinar texto, corpo, imagem e sonoridade.

Além da performance, Renata tem presença expressiva no audiovisual. É fundadora da aRTju Produções e co-fundadora da produtora ENVOLVE, Lda, através da qual colaborou na criação de conteúdos independentes, séries e documentários. Em 2025, foi distinguida com o Prémio Nacional de Cultura e Artes de Angola — Cinema e Audiovisual pela co-direção da série documental O Processo, realizada em parceria com Hélder Filipe.

No mesmo ano lançou o projeto Isto Não É Um Show de Strip, iniciativa que une humor, teatro, formação em comunicação e mentoria para jovens mulheres, com foco no empoderamento artístico e profissional. A artista tem também contribuído para a mentoria e formação em moda e artes visuais, apoiando novas criadoras na construção de carreira.

Renata Torres já integrou a Bantumen Power List 100, lista que reconhece personalidades negras lusófonas influentes, e mantém participação constante em festivais, debates e projectos culturais nacionais e internacionais.

A sua obra consolidou-a como cineasta, dramaturga, actriz, humorista, guionista e produtora, com uma carreira construída sobre liberdade criativa, voz social e compromisso com a representação das mulheres no panorama artístico angolano.

Renata Torres

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