Nasci com uma ferida exposta, sangrando cores e silêncios que ninguém soube traduzir.
Não me rotule de corajosa, tampouco de mártir — sou apenas uma mulher que escolheu amar, mesmo quando o amor doía.
Sou pincel e punhal, sou o grito que rasga o silêncio, sou carne ferida e alma em chamas.
Pinto-me porque sou o que conheço de mais intenso, mais cru, mais real.
Pinto-me com fúria e ternura, com raiva e esperança.
E se minha existência incomoda, vire o rosto.
Porque eu não vim ao mundo para caber.
Eu vim para transbordar.
Sempre disse aos meus, «acredite no seu potencial e naquilo que és capaz, força, coragem, e nunca desista, o caminho é para frente», simples motivação que acho uma vida em cada palavra dita,...
I A poesia paira por aí, no silêncio d'um novo amanhecer, na euforia encantante dos passarinhos, no cheiro da terra, nas gargalhadas dos galhos. A poesia paira por aí, no sorriso d'um bom dia,...
Congo… Ho, Congo… Congo, tu, filha antiga de África. Quem te disse que não podes ser linda? Que não podes vestir-te de luz, pintar o rosto de esperança, calçar saltos que elevem a...
Andei descalço sobre o mal caminhei longas distâncias para alcançar as montanhas e para poder ver os icebergs neles fiz marcantes pinturas com água salgada indelével neles fiz imensas...
Pesada é a bagagem do viajante que vai do não existir ao existir e do existir ao não existir Enquanto me dura essa viagem que outros me doaram como herança ...
São diferentes hoje os olhos com que te abraço a cintura azul Ó mar diferentes também as nossas posturas ontológicas. Hoje sou eu que te tenho ...