As peças museológicas, que tratam o passado da tradição umbundo, tinham sido guardadas no núcleo museológico, criado na época, e funcionavam na Câmara Municipal, edifício onde funciona a Administração Municipal do Huambo. O núcleo era apenas aberto em datas festivas, quando as entidades coloniais visitavam o local.
As peças de memórias mereciam tantos cuidados, por parte dos portugueses, porque retratavam a história e as suas peripécias, durante a época da ocupação colonial, bem como os combates travados nesta época na região do Planalto Central.
O núcleo, pouco tempo depois de ter ganho muitas peças, em 1957, foi classificado como museu, com a abertura de um espaço definitivo, inaugurado no mesmo ano. O acesso ao recinto, na época, era só para portugueses e uma minoria de negros, conhecidos como "assimilados”.
O edifício, construído em 1916, servia como casa de passagem dos trabalhadores dos Correios e depois passou a ser da rádio. As duas instituições, nos anos seguintes, identificaram outros espaços na cidade para funcionarem.