A confirmação é de Ntume de Lemos, coordenador da designada comissão de lesados, que explica a investigação da PGR com suspeitas de que a Jefran teria ocultado informações relativas ao negócio com o ministério de residências que seriam destinadas aos clientes. A PGR, precisa, quer apurar os moldes do contrato, para certificar se ocorreu na altura em que o grupo de clientes aguardava pela entrega de residências.
Em reacção à entrevista do responsável da Jefran, Francisco Silva, publicada na edição 230 do VALOR, Ntume de Lemos explica que o conflito chegou até ao tribunal por incumprimento dos prazos de entrega das residências, apesar da mediação das negociações pelo INADEC. E justifica o agravamento do conflito com uma alegada “desorganização” da empresa que se reflecte nos contratos “viciados”, celebrados na “esquina” pelos funcionários.
“A falta de boa gestão dos dinheiros que foram depositados nas contas da Jefran é a razão de tudo isso. É uma empresa fragilizada no que toca à contabilidade e à base de dados dos clientes.Pediam-nos os comprovativos de pagamentos e isso fez com que os funcionários encontrassem vícios no sistema e criassem vantagens. Isso não tem nada que ver connosco”, defende-se.