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Fim de um ciclo da genialidade criativa da cultura popular

Fim de um ciclo da genialidade criativa da cultura popular

Jornal de Angola | 2020-06-16 10:04:00 | Arte & Cultura | 399
A produção artística da cultura popular angolana tem revelado nomes importantes que vão fazendo história ao longo da sua existência, sem o respeitado e merecido destaque, no âmbito da investigação dos Estudos Culturais Angolanos. Distantes dos holofotes do universo de avaliação académica, a verdade é que muitas dessas figuras, demonstraram na prática a sua genialidade criativa em grupos musicais, produção do Carnaval e na generalidade das artes.

Embora não tenha conquistado grandes títulos académicos no domínio da criação artística, Pedro Vidal distinguiu-se como compositor, desportista, e, fundamentalmente, coreógrafo do seu grupo de Carnaval, o União 10 de Dezembro. Multi-talentoso, a escola da vida e os ensinamentos inspirados no Mestre Nganhala, do União 54, orientaram a prática artística de um dos foliões mais respeitados do Carnaval luandense e dos circuitos culturais do Bairro Prenda.

Pedro Vidal chegou a Luanda ainda pequeno com os seus pais, proveniente de Malanje, em 1962, viveu nos Bairros, Indígena, Rangel e mudou-se para o Catambor, em 1963. Em 1968, iniciou os estudos primários na Escola do Catambor, junto à sede do Clube Desportivo 1º de Agosto. No entanto, o seu carácter interventivo, motivação social e política começou em 1975, aos quinze anos de idade, com a sua integração voluntária na Organização do Pioneiro Angolano (O.P.A.), do MPLA, na base Pantera Negra, até 1978.

No ano seguinte, contrariando as características de constituição familiar dos grupos de carnaval, no caso o União 54, e pela necessidade de emancipação artística, Pedro Vidal fundou o União 10 de Dezembro com Francisco Pimentel, José Diogo Bartolomeu, Francisco António Mateus, Domingos João Manuel, Agostinho Luís Filipe, Conceição João Manuel e Maria António Mateus. Embora já formado, o União 10 de Dezembro não participou na edição do carnaval de 1978, em se sagrou vencedor o grupo, União Operário Kabocomeu, tendo participado na edição de 1979. Em 1982, ao abrigo da lei do serviço militar, Pedro Vidal foi chamado para o exército tendo sido destacado na província do Cuando-Cubango, onde fez recruta no Centro de Instrução Comandante Marcolino. Chegado a Luanda, pela segunda vez, foi integrado na Força Aérea, até 1983, e depois no Centro de Instrução do Kikuxi da Direcção Nacional de Luta Contra Bandidos, em 1985, tendo terminado a formação com distinção. Durante o período em que Pedro Vidal dirigiu o União 10 de Dezembro, conquistou catorze vezes o título de “Melhor comandante” do Carnaval no desfile central de Luanda e o seu grupo arrecadou quatro títulos nas edições de 1991, 1999, 2002 e 2006, respectivamente.

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