As autoridades dizem que a investigação ao que provocou um enorme incêndio numa torre de habitação social em Londres poderá levar meses, quando a polícia diz que é certo que o número de mortos será mais do que os actuais 17 registados, mas espera que não suba para mais de cem – apenas seis foram identificados, sendo o primeiro um refugiado sírio.
O estado da enorme torre de 24 andares leva a que as buscas sejam complexas e o grau de destruição implica que a recuperação e identificação das vítimas seja um processo também moroso. Imagens do interior mostram divisões totalmente carbonizadas e destruídas, e foi preciso fazer reforços estruturais antes da entrada de bombeiros e cães. Ainda havia pequenos focos de chamas, e o cheiro a fumo mantinha-se. Muitos dos moradores usavam máscaras ao andar na rua.
A primeira-ministra, Theresa May, fez uma “visita privada” ao local, e mais tarde anunciou uma investigação pública ao incêndio. Foi alvo de críticas por não ter falado com os sobreviventes.