De acordo com Carlos Cardoso, da empreiteira CCJ a quem a obra foi adjudicada, por se tratar de trabalhos minuciosos, trata-se de um trabalho “mes-mo de requalificação, ou seja, tornar novo o que está velho, por isso vai demorar algum tempo”, considerou.
Para a historiadora Paula Gomes, o edifício classificado como património cultural, cuja história está relacionada com a rota dos escravos, já devia ser requalificado há muito mais tempo tendo em conta a dimensão do edifício.
O escritor Gociante Patissa referiu que o facto do museu estar ligado à arqueologia e ter relação com o comércio de escravos, lhe confere uma dualidade histórica importante.
Por outro lado, trata-se de um monumento que no passado serviu de trânsito de milhares de angolanos, transportados forçadamente para as Américas, por isso, “transcende o seu valor patrimonial nacional, algo que nos satisfaz porque vai ser restaurado para que sirva de facto bom para a História do país”, sublinhou a vice-governadora de Benguela para o sector Político, Económico e Social, Deolinda Valiangula.