O livro contém 52 crónicas, escritas e publicadas entre 2010 e 2015, no Jornal de Angola e no País, que reflectem vários factos de diversas épocas e circunstâncias, em Luanda, que marcaram uma geração. Os textos convidam o leitor a um reencontro com a História, e a cultura, nas quais as vitórias e dissabores o transportam para momentos carregados de forte emoção.
Quanto ao título Augusto Alfredo diz ser uma provocação pelo facto de Angola ter apenas duas estações climáticas, e que o termo “Primavera” é um conceito que ficou conotado com os conflitos armados nos países árabes.
O editor brasileiro, Luís Turiba, refere numa nota que o autor carimba o passaporte de escritor e mostra sinais da existência de muita poesia, na costura detalhada de textos quase jornalísticos, que narram o quotidiano citadino de luta, beleza e sobrevivência dos angolanos, presentes na formação do povo brasileiro”. O brasileiro, que também é jornalista, escreve que as crónicas fazem-no recuar aos anos 1980, época quando a cidade de Luanda vivia o curso da guerra civil, mais colorida, cheia de força, aromas, sabores e esperança.