A Rússia reafirmou seu compromisso de apoiar Cuba em meio à atual crise energética, destacando que não pretende abandonar um de seus principais aliados na região do Caribe. Como informou a Tass, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, declarou que Moscou continuará fornecendo assistência ao país latino-americano.
Segundo Ryabkov, a chegada recente de um petroleiro russo à ilha representa “uma vitória do bom senso”. Ele destacou que, ao longo de décadas de pressão por parte dos Estados Unidos, a Rússia nunca escondeu sua intenção de permanecer ao lado de Havana. “Não temos o direito de deixar Cuba para trás”, afirmou o diplomata.
O apoio russo ocorre em um momento crítico para o país caribenho, que enfrenta uma grave escassez de combustível. A situação foi agravada pela interrupção de fornecimentos externos e pelas sanções impostas pelos Estados Unidos, que há mais de 60 anos mantêm um embargo econômico contra a ilha.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, celebrou a chegada do navio em sua conta do X.com. “Obrigado, Rússia. Obrigado, presidente Vladimir Putin. Obrigado à tripulação do petroleiro Anatoly Kolodkin”, escreveu. Ele acrescentou que o carregamento traz “a certeza de uma amizade comprovada nos momentos mais difíceis”.
A embarcação transporta cerca de 100 mil toneladas de petróleo e chegou ao porto de Matanzas após um intervalo de três meses sem entregas do tipo. Como informou o Ministério dos Transportes da Rússia, o navio aguarda para iniciar o processo de descarga.
De acordo com autoridades russas, o fornecimento tem caráter humanitário, já que o combustível é essencial para manter serviços básicos em funcionamento, como geração de eletricidade e atendimento médico. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia considera seu dever ajudar Cuba diante da situação atual, que classificou como “extremamente difícil”.
O envio do petróleo ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou recentemente uma ordem executiva declarando “emergência nacional” devido ao que chamou de ameaça representada por Cuba. A medida inclui possíveis sanções a países que forneçam petróleo à ilha.
O governo cubano rejeitou as acusações e afirmou que continuará defendendo seu direito soberano de importar combustível sem interferências externas. Díaz-Canel também criticou duramente a política norte-americana, classificando-a como injusta e prejudicial ao povo cubano.
Enquanto isso, a Rússia reiterou que seguirá trabalhando para garantir novos envios de energia ao país, reforçando uma parceria histórica que, segundo Moscou, se torna ainda mais relevante em tempos de crise.