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Valorização da massemba pelo culto intimista da “dikanza”

Valorização da massemba pelo culto intimista da “dikanza”

| 2018-04-23 13:44:23 | Arte & Cultura | 499
Raúl Tolingas, instrumentista de múltiplos talentos, representa, entre outras figuras não menos importantes, o simbolismo da cultura musical do Bairro Marçal, consubstanciado, fundamentalmente, no culto intimista da “dikanza” e na valorização da herança do cancioneiro tradicional.

A influência familiar, sobretudo do seu pai, desempenhou um enorme papel na sua propensão para a música, facto que recordou, nostálgico, nos seguintes termos: “Embora trabalhasse como rádio-telegrafista, o meu pai tocou concertina e sempre que o visse tocar, acompanhava-o com um prato ou garrafa. Com o tempo e de forma repetida, comecei a ganhar o gosto pela música”.
A condição de multi-instrumentista transformou Raúl Tolingas num artista muito solicitado para acompanhamento, tanto para cantores individuais, como em conjuntos musicais, este facto explica a sua integração em inúmeros agrupamentos musicais ao longo da sua prestigiada carreira. Em 1968, ajudou a fundar “Os piratas do ritmo” com os seus irmãos Chico Assis, vocalista e bailarino, e José Fernandes da Fonseca, também conhecido por Zeca Xaxata, na puíta, incluindo os amigos Manuelito Torrado, bumbo, percussionista que tocou congas no “Gienda Ritmos” e depois no “Makaku muxima”, conjunto do cantor e compositor Voto Gonçalves e João diá Nzamba, irmão do cantor e compositor Givago.

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