Filipe Zau considerou que as autoridades tradicionais, enquanto factor importante, capaz de contribuir para o turismo e no apoio à diversificação da economia, devem ser sempre respeitadas.
Ao discursar no acto central do 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, o ministro referiu que esse respeito pelas distintas identidades culturais vai permitir que entre os povos haja a interiorização do sentimento de convivência na diversidade.
Sob o lema "Identidade, Diversidade e Cultura da Angolanidade”, Filipe Zau considerou a identidade cultural como o principal valor da soberania dos povos por representar uma oportunidade ímpar na reflexão sobre a idiossincracia sociocultural dos grupos etnolinguísticos de uma sociedade.
O ministro chamou à atenção para a necessidade das identidades culturais "não serem concebidas como rígidas e imutáveis”, mas como um processo de identificação, estabelecida num determinado tempo e espaço.
"Devemos estar solidários para com as múltiplas gerações na defesa do património e da própria história em todas as facetas positivas e negativas como fundamento de desenvolvimento sustentado”, destacou.