A cantora afirmou que a obra é uma incursão ao jazz dos anos 1960 fundido ao rock e raízes indie, espelhado na voz e líricas da autora, transportando-nos para a semântica das cordas angolanas dos anos 1970.
Gravado em três fases para que pudesse conjugar com a maternidade, tendo a primeira ocorrida há dois anos, em Luanda, com a produção das letras e arranjos da banda composta por KD (baixo), Dilson Peterson (bateria) e Divino Larson, jovem guitarrista que faleceu no ano passado. As gravações ocorreram na Rádio Vial e nos Estúdios 2 E.
A fase seguinte ocorreu na África do Sul, produção e masterização, na BOS Studios, rigorosos para a internacionalização, e contou com Paul Clogg e Lumy, instrumentistas que levaram o conceito “Made in Africa”. A cantora revelou que a última fase de gravação aconteceu no dia 13 de Julho do ano passado, na Zâmbia, com a presença do produtor Fernando Perdigão. Ambos estiveram empenhados nestes últimos meses no seguimento da produção e impressão dos discos, que estarão disponíveis em formato digital e físico.
Alguns temas já estão disponíveis nas plataformas digitais e Youtube com destaque para “Praia Morena”, e “Animal Drums”. “Mulatinha”, “Xikomba”, “Shoes In MyHands”, “Sai Só daqui”, “Mukine” e a versão de “Belina”, de Artur Nunes são alguns dos temas que constam no CD “Kai- Filhos do Mar”.