A Opep+ concordou com seus cortes mais profundos na produção de petróleo desde a pandemia de coronavírus, restringindo a oferta em um mercado já apertado, apesar da pressão dos Estados Unidos e outros para bombear mais.
Em um comunicado após uma reunião em Viena na quarta-feira, o cartel global de países produtores de petróleo anunciou que produziria 2 milhões de barris a menos por dia.
A medida pode estimular uma recuperação nos preços do petróleo, que caíram para cerca de US$ 90, de US$ 120 há três meses, devido a temores de uma recessão econômica global, aumento das taxas de juros dos EUA e um dólar mais forte.
Dominic Kane, da Al Jazeera, reportando de Berlim, disse que o efeito da decisão deve levar três semanas para se refletir nos preços ao consumidor.
Ele também disse que “alguns analistas sugerem que os EUA podem tentar liberar alguns dos estoques de petróleo que detém para tentar contrariar o que a OPEP + está tentando fazer”.
Os EUA pressionaram a Opep a não prosseguir com os cortes, argumentando que os fundamentos não os apoiam, disse uma fonte familiarizada com o assunto à agência de notícias Reuters.