Aos 23 anos, GSon é um dos incontornáveis da nova geração do hip hop nacional. O “menino-prodígio”, como já foi apelidado por muitos, lançou mais de uma dezena de faixas durante o ano que passou, entre singles a solo e participações em trabalhos alheios. Lhast, Here’s Johnny, Andrezo, Phoenix RDC, Bispo, Slow J ou Papillon não hesitaram em reclamar a sua presença. E a lista continua a crescer.
Em 2018, o MC chega em voo picado às 3 milhões de views no YouTube — falamos de “Voar”, tema incluído no novo EP dos Wet Bed Gang. Bem sabemos que visualizações nem sempre dizem muito sobre a qualidade da obra, pelo menos segundo aqueles que são os parâmetros pelos quais gostamos de nos reger. Mas neste caso? Não sobra um buraquinho de agulha por onde a dúvida se possa enfiar. A sobrar, só aquele pequeno furo na atmosfera e até esse está prometido para levar todo o “rap tuga a Neptuno”!
Já ao lado de Papillon e Slow J gritava estar a “trazer o Tupac à década do rap trap” mas isso foi antes de percebermos que tinha na voz uma ferramenta tão absoluta quanto na caneta, e que procurar defini-lo como sendo só um rapper ou só um cantor poderia acabar por se tornar num verdadeiro dilema de complexa resolução. Passeia-se com à-vontade e sem concorrência à vista por entre o rap e o trap, o gospel e a soul. Sempre aos olhos do público mas raramente fora dos palcos. Admitiu não ser pela timidez que o caracteriza que prefere não se alongar muito sobre o que faz sozinho. É que o “grupo vem sempre primeiro”. Aquele álbum a solo? Talvez não vá chegar tão cedo.
Fonte:Rimasebatidas.pt