Cleyton M, nome artístico de Rafael Elias Manuel, nasceu a 22 de fevereiro de 2002, em Luanda, Angola. Cantor, dançarino, coreógrafo e uma das figuras mais influentes da nova geração da música urbana angolana, tornou-se conhecido pela fusão entre Kuduro, Afro‑house e uma estética visual marcante que rapidamente conquistou o público nacional e internacional.
A sua infância foi marcada por estabilidade emocional e disciplina. Filho único da mãe, descreve o seu crescimento como “caseiro”, com tudo o que precisava, mas sem excessos. Na escola, destacou-se como aluno de excelência, chegando a integrar o quadro de honra. Já na universidade, o ritmo mudou: a fama e as responsabilidades profissionais começaram a disputar espaço com a vida académica, embora Cleyton continue a estudar, atualmente no 3.º ano, conciliando carreira e formação.
A sua entrada no panorama musical angolano deu-se com o sucesso de “Emagrece”, um hit que o projetou para o grande público e consolidou a sua presença nas redes sociais. Seguiram-se músicas como “Slow Motion”, “Bring It”, “Girl Friend” e “Go It”, que demonstraram a sua versatilidade artística e capacidade de adaptação às tendências globais.
Em 2025, Cleyton M alcançou um novo patamar com o lançamento de “Money”, a 25 de novembro. O tema explodiu nas plataformas digitais, transformando-se num fenómeno global. Em poucas semanas, acumulou milhões de visualizações e gerou um dos maiores desafios de dança do TikTok, com criadores de países como Zâmbia, Quénia, Camarões, Nigéria, Portugal e França. A música atingiu 1 milhão de visualizações em apenas 9 dias, alcançou o 2.º lugar no YouTube Music em Angola, o 4.º em Moçambique e entrou nos tops de vários países africanos e europeus.
Por trás do ritmo contagiante, “Money” revelou-se uma obra de crítica social sofisticada. O videoclipe, onde Cleyton surge como um “comandante” num púlpito, utiliza metáforas de poder, desigualdade e sobrevivência para retratar a realidade angolana. A música tornou-se um “Cavalo de Troia digital”: um hit dançante que, ao mesmo tempo, expõe tensões económicas e sociais, amplificado pelos algoritmos das redes sociais.
A sua carreira também passou pela produtora Power House, onde trabalhou com Hochi Fu, um dos nomes mais influentes da indústria musical angolana. Apesar de ter deixado a produtora — segundo o artista, devido a “um descuido do Hochi Fu” — o produtor reconhece publicamente o talento e a disciplina de Cleyton, afirmando: “É a certeza de que eu não falho. Trabalhei o talento e ele carrega até hoje a metodologia que tínhamos.”
Aos 23 anos, Cleyton M tornou-se embaixador da ZAP, Africell e Jetour, sendo um dos mais jovens artistas angolanos a assumir tal responsabilidade. A sua forma única de dançar, aliada à criatividade musical, transformou-o num dos rostos mais fortes da cultura urbana contemporânea.
Hoje, Cleyton M representa uma geração que usa a arte como expressão, resistência e inovação. Entre a música, a dança, a crítica social e o domínio das redes, ele consolidou-se como um dos artistas angolanos mais influentes da atualidade — um jovem que soube transformar talento, disciplina e visão num fenómeno cultural global.