A lista de solicitações é extensa. Vai desde os nomes mais consagrados da música angolana, como o rei Elias Dya Kimwezu, àqueles que se pretendem lançar neste exigente e concorrido mercado em ascensão.
Foi assim com Nila Borja, a então menina da “Bolinha no pé, bolinha na mão”, quando esta tinha apenas seis anos de idade. E muito recentemente, o quase sexagenário tocou para uma menina de apenas quatro anos, tida como uma das mais tenras cantoras infantis do país. Aprendeu a tocar guitarra ainda menino em Kinshasa, capital da actual República Democrática do Congo (RDC), onde se refugiara com os pais durante a luta de libertação.
Impulsionado pelo amigo e também guitarrista Dally Kimoko, que actualmente reside em França, decidiu aperfeiçoar a arte, procurando pessoas mais experientes. É o desejo de melhorar mais a arte que escolhera que fez com que criassem uma pequena banda com mais dois colegas de escola. Mas, esta brincadeira tornou-se séria de mais, quando este grupo de meninos gravou dois singles na Editora Ronno, de Robert Noelle.
A sua introdução no mundo da música semiprofissional estava prestes a acontecer. O empurrão ocorre assim que cruza com um baixista de Sosoliso, do então Trio Madjesi.
Foi por intermédio deste que entra num círculo de músicos de renome que formavam, na altura, grupos firmados como o Sosso Lisso e TP OK Jazz, do malogrado Franco. Com estes, como o próprio conta, chegou a gravar seis discos na editora Moninga, cujas músicas de alguns discosviriam a ser reproduzidas no seu país de origem com o rótulo ‘Músicas de África’, pela Companhia de Discos de Angola (CDA).
Em Setembro de 1976, quase um ano depois da proclamação da independência de Angola, Teddy e outros músicos que se encontravam radicados no então Zaíre, a convite de Matadidi Mário Bwana Kitoko, com o propósito de criarem uma nova banda, que veio a ser a Orquestra Inter-Palanca. Integravam o Inter-Palanca músicos como Mogue (viola baixo), Teddy (viola solo), Sissa e Done (trompetistas), Nick Jaguet (baterista) e Dyana Spray (vocalista).
Um mês depois de regressarem ao país que os viu nascer, gravaram êxitos como “Volta camarada”, “Café”, “A nossa terra é boa” e outros, que já passavam nas rádios, mas os seus autores eram praticamente desconhecidos para o grande público. “A primeira aparição pública foi a 12 de Novembro de 1976, no Pavilhão da Cidadela Desportiva, durante as festividades do 1º aniversário da independência”, recordou com nostalgia o músico.
Fonte:mundamba.com