Euclides de Barros da Lomba, conhecido artisticamente como Euclides da Lomba, nasceu em Cabinda a 18 de fevereiro de 1966. É um dos cantores e compositores mais emblemáticos da música angolana, especialmente reconhecido pela sua contribuição para a kizomba. Cresceu como o único rapaz entre oito irmãs, entre as quais se destaca Raquel da Lomba, atriz e empresária. Em várias entrevistas, o artista já revelou que sempre sonhou em ser engenheiro agrónomo, um desejo que ainda hoje guarda com carinho.
A sua carreira musical começou em 1984, em Cuba, onde realizou a sua formação académica em música e iniciou-se como trovador. O seu primeiro trabalho discográfico, Livre Serás, foi lançado em 1998, marcando a sua entrada oficial no mercado musical. Ao longo dos anos, apresentou outras obras importantes, como Desejo Malandro, Recado no Semba e País que Venero. O seu estilo caracteriza-se pela fusão de ritmos tradicionais angolanos com influências contemporâneas, criando uma sonoridade própria. As suas letras, frequentemente centradas no amor, destacam-se pela sensibilidade e pela estética poética.
Além da carreira artística, Euclides da Lomba desempenhou várias funções de relevo na área cultural. Foi subdiretor do IMNE Cabinda, diretor do PUNIV Cabinda, diretor nacional da Cultura e secretário provincial da Cultura de Cabinda. Também exerceu funções diplomáticas como adido cultural da Embaixada de Angola na Itália.
No campo académico, é licenciado em Pedagogia, com especialização em Educação Musical, pelo Instituto Superior Pedagógico Enrique José Varona, em Cuba. A educação é uma das suas grandes paixões, algo que o próprio já assumiu publicamente.
Na vida pessoal, vive há cerca de trinta anos com Maria Antónia Moura Mingas. Dessa união nasceram cinco filhos: Isabel, Job, Egídio, Daira e Euclides Júnior, já falecido. A família e a música são pilares centrais na vida do artista, que continua a ser uma referência importante na cultura angolana.