Carla Baptista é jornalista, investigadora e professora universitária, nascida em Luanda, Angola, em 1969. É docente no Departamento de Ciências da Comunicação da NOVA Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (NOVA FCSH), em Lisboa, e investigadora no ICNOVA — Instituto de Comunicação da NOVA. A sua atividade académica centra-se nos estudos do jornalismo, com especial interesse pela história da imprensa em Portugal, pelas relações entre os media, a cultura e o género, e pela comunicação política digital.
Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Estudos Africanos pelo ISCTE, Carla Baptista desenvolveu também uma carreira no jornalismo, tendo trabalhado no Diário de Notícias e colaborado com diversas publicações. Integra o conselho editorial da edição portuguesa do Le Monde Diplomatique e participa na investigação sobre a evolução histórica do jornalismo português.
É autora de várias obras dedicadas ao jornalismo e aos meios de comunicação, entre as quais Portugal-Angola, Olhares Trocados (2002), Jornalistas, do Ofício à Profissão (2007), Memórias Vivas do Jornalismo (2009), Apogeu, Morte e Ressurreição da Política nos Jornais Portugueses (2011), América, the Beautiful (2016) e A Crise no Jornalismo em Portugal (2017).
A sua ligação ao cinema inclui a participação no argumento de O Herói (2004), filme realizado pelo cineasta angolano Zézé Gamboa. A obra retrata a realidade social de Luanda no período pós-guerra, abordando as dificuldades de reintegração dos antigos combatentes e os desafios quotidianos enfrentados pela população angolana. O seu contributo para o filme aproxima a sua experiência na comunicação e na análise social de uma narrativa cinematográfica centrada na realidade de Angola.
Ao longo da sua carreira, Carla Baptista tem contribuído para o estudo da história do jornalismo, da transformação dos meios de comunicação e da relação entre informação e sociedade, afirmando-se como uma figura ligada à investigação académica e à reflexão crítica sobre os media em Portugal.