Big Zizi, nome artístico de Pedro Manwana Capitão, nasceu a 24 de maio de 2000 e cresceu em Luanda, para onde foi ainda bebé. A sua ligação às artes começou cedo, primeiro através da dança. Em 2016, entrou no mundo do Afro House como bailarino, participando em eventos comunitários e apresentações locais.
Em 2020, decidiu aprofundar a sua formação artística ao ingressar no CEART, onde estudou Cinema e Televisão, concluindo a sua formação na área. A experiência académica contribuiu para o desenvolvimento da sua visão criativa e artística.
O seu primeiro grande momento aconteceu em 2021, quando recebeu o seu primeiro cachê num evento solidário organizado por uma associação juvenil da Igreja na Casa da Juventude na Fubu — experiência que marcou o início da sua caminhada profissional.
Em 2019, decidiu transformar a dança em música e lançou a sua primeira faixa, “Carlito e o Modo 300”, que abriu portas para novas oportunidades. Com o tempo, foi explorando diferentes estilos até encontrar no rap uma forma mais direta de expressar as suas vivências. Ainda assim, Zizi não se limita a um género: considera-se um artista versátil, movido pela experimentação e pela fusão de sonoridades.
Zizi traz na sua formação dois cursos médios concluídos: primeiro, o médio de Informática no Colégio Jacimira; depois, decidiu aprofundar a ligação às artes e ingressou no CEART, onde concluiu o curso médio técnico em Cinema e Televisão. Passos que lhe permitiu explorar a arte de forma mais séria e construir a base criativa que hoje leva para a música e para o audiovisual.
Mas nem tudo foi palco. Zizi passou por burlas pesadas enquanto tentava chegar à TV Zimbo — três golpes que lhe tiraram dinheiro, confiança e até amigos. Foi aí que parou de dançar, cortou laços e quase apagou a chama de cantar. Quase.
A reviravolta veio quando se juntou a Og BC Mujinga e Alone. Dois nomes que ele respeita sem medida. Alone, principalmente, foi quem puxou Zizi de volta para a música, para o foco e para a visão. Com eles, entrou para o coletivo 300, onde encontrou estrutura, oportunidades, palcos e a energia que precisava para voltar a crescer.
Big Zizi está construiu o seu espaço com força. “Modo 300” é a música que mais lhe abriu portas, e “Mentira” ganhou corpo nos palcos antes mesmo de sair oficialmente. No percurso, já dividiu palco com MC K, Ready Neutro, Mirelson King, Os Moikanos, Godzilla do Game, Mo M Agigantado, Al kapone, entre outros.
Zizi nunca falou de fama — falava de legado. Queria deixar marca, queria ajudar outros artistas a subir e queria provar que quem vinha da luta também podia virar referência. E, olhando para o caminho que ele estava a construir, dava para ver que a chama que quase apagou já começava a iluminar o próximo capítulo.