Maria Manuela de Abreu Maia é uma poetisa angolana nascida em 1939, na localidade de Bela Vista, Angola. Com uma trajetória marcada pela sensibilidade literária e pelo compromisso com a cultura, mudou-se para Portugal em 1975, onde continuou a desenvolver sua atividade intelectual e artística.
Funcionária pública de profissão, Manuela Abreu manteve uma presença ativa no meio literário, colaborando com publicações como o Panorama de Artes e Letras do Diário de Luanda, Artes e Letras de A Província de Angola, e Convergência da revista Ecos do Norte. Esses espaços foram fundamentais para a divulgação de sua poesia e reflexões sobre identidade, memória e infância.
Em 1994, lançou o livro de poesia Em Cada Manhã de Longe, obra que reflete a saudade, o exílio e o olhar poético sobre a distância e o tempo. Antes disso, participou do livro Duas Histórias, que recebeu o Prémio Manguxi em 1984, reconhecendo sua contribuição literária. Também colaborou na obra Os Ritmos Biológicos da Criança, publicada em 1989, demonstrando interesse por temas ligados à infância e ao desenvolvimento humano.
A escrita de Maria Manuela de Abreu Maia é marcada por uma linguagem delicada e profunda, que entrelaça vivências pessoais com o contexto histórico e cultural angolano. Sua obra permanece como testemunho da força da palavra e da resistência poética em tempos de mudança.