Erika Jâmece nasceu em Luanda, a 11 de julho de 1977. Desde muito cedo revelou uma ligação profunda com a criação artística, desenvolvendo um universo próprio marcado pela imaginação, pela cor e pela liberdade expressiva. A sua formação passou por instituições de referência nos domínios das artes e da estética, com destaque para o INFAC – ENAP (Instituto Nacional de Formação Artístico e Cultural / Escola Nacional de Artes Plásticas), em Luanda, onde estudou entre 1996 e 2000, e para o INEP (Instituto de Ensino Profissional Intensivo), em Lisboa, em 2003. Apesar desse percurso académico, a sua prática artística foi fortemente moldada por um processo contínuo de autoformação, no qual construiu uma linguagem própria, não subordinada aos cânones mais convencionais da academia.
Artista plástica que divide a sua vida entre Angola e Portugal, Erika Jâmece é reconhecida nos meios artísticos pela sua personalidade criativa intensa e pela espontaneidade que transparece na sua obra. As raízes culturais angolanas, as tradições do seu povo e a relação com a memória ancestral atravessam de forma consistente a sua produção artística. Trabalha sobretudo nos domínios da pintura, da gravura e da tapeçaria, explorando uma paleta cromática vibrante, marcada pela fantasia da cor e por uma forte identidade africana. Essa característica valeu-lhe o epíteto de “Rainha do Hongolo”, termo em kimbundu que significa arco-íris, símbolo que traduz a diversidade cromática e a liberdade criativa presentes no seu trabalho.
Ainda em 1996, ano em que ingressou na Escola Nacional de Artes Plásticas, participou num concurso internacional de pintura patrocinado pela Embaixada da Polónia em Luanda, onde conquistou o primeiro prémio. Ao longo dos anos, integrou numerosas exposições coletivas e individuais, em Angola e no estrangeiro, com passagens por espaços como o Museu de História Natural de Luanda, a Galeria Celamar, em Luanda, o Forte de São Jorge de Oitavos, em Cascais, e a Bienal de Culturas Lusófonas de Odivelas, em Portugal. Participou igualmente em projetos expositivos de carácter itinerante, como “Obras de Capa”, que levou o seu trabalho a diferentes países e contextos culturais.
Para além da produção artística, Erika Jâmece atua como consultora de arte, colaborando com empresas na constituição e catalogação de acervos artísticos. Mantém também uma ligação ativa a projetos culturais e iniciativas de caráter social e filantrópico, sobretudo ligados à infância e à saúde. Persistente e profundamente comprometida com a arte, define-se como alguém que vive e respira criação artística, assumindo a cultura como um elemento central da sua identidade e da sua forma de estar no mundo.
| Ano | Premiação | Organizador |
|---|---|---|
| 1996 | 1º Lugar No Concurso Internacional de Pintura | Embaixada da Polónia em Luanda |