De nome artístico "General Viñi, Viñi", foi um dos pioneiros da música no Planalto Central, nasceu no dia 14 de Fevereiro de 1959, na localidade de Sojamba, município do Mungo, a aproximadamente 150 quilómetros da cidade do Huambo.
A trajectória artística de Viñi Viñi começou a ser conhecida em 1980, quando foi indicado ao cargo de director da caravana cultural em apoio ao primeiro congresso da JMPLA na província do Bié.
Um ano depois, em 1981, representou o município do Mungo no festival provincial do trabalhador, tendo, neste mesmo ano, integrado o agrupamento Sagrada Esperança da quarta região Militar Huambo.
De 1982 a 1985 participou em vários festivais, entre os quais o primeiro festival provincial da canção política, o 2º festival nacional da canção e o 1º festival nacional do trabalhador.
No ano de 1984 Viñi Viñi lançou a celebre música "A morte de um Herói", que dedicou ao guerrilheiro Apolinário, foi uma pérola do acervo musical do finado artista, para quatro anos depois, em 1989, vir a representar a província do Huambo no Festival Nacional Cultural (Fenacult), em Luanda.
Lançou a sua primeira obra discográfica em 2001 com o título “Trititi”, a segunda em 2002 intitulada “Pakisi” e a terceira intitulada “Trititi renovado”, em 2004, todas elas patrocinadas pelo grupo empresarial Valentim Amões. Participou com dois temas na obra discográfica do projecto local “Vozes do Planalto”.
Viñi, Viñi foi um cantor "do povo", habituado a "acasalar" a harmonia melódica com uma letra sempre retratando o quotidiano da maioria dos angolanos. Na música "Trititi, não chores mais", por exemplo, retrata um pai que esgotado de recursos e palavras de consolo ante o seu filho que clamava por um pão a dada altura se ouve "Ukalile vali, ota, ndakava. Não chores mais, porque o papá não tem pão para te dar".
Faleceu no dia 05 de Agosto de 2007, domingo, num dos hospitais da capital de Cuba.
Fontes: Akrm Huambo (Facebook)