"As Metamorfoses do Elefante” começa com a propagação de uma estranha pandemia: um surto de riso a que as autoridades chamam surriso. Em simultâneo com essa insólita pandemia, o autor José Luís Mendonça, oferece-nos uma prodigiosa efabulação da história da Angola pós-colonial.
Por essa história, deambula um bestiário magnífico de camaleões, hienas, uma vaca de fogo preto, cabras voadoras, um falcão de asas redondas e um elefante que, com rostos diferentes, representa o poder, num país moldado pela vendeta do 27 de Maio de 1977, cuja herança maior é uma repressão política desumana.