A informação foi prestada, esta quarta-feira, no Lobito, pelo antigo secretário provincial da União Nacional dos Artistas e Compositores - Sociedade do Autor (UNAC-SA), Jaime Neves da Costa "Tiviné”, para quem reina uma onda de indisciplina na classe.
O músico tradicional do Lobito referiu que, nos últimos tempos, se assiste uma espécie de "salva-se quem poder”, ou seja, cada artista promove actividade (cultural), sem o conhecimento das entidades competentes, no caso da UNAC-SA e tão pouco das autoridades administrativas locais. "Muitos artistas, ainda não acreditam nas nossas instituições, julgando que, agir sozinhos, podem fazer mais e melhor”, lamentou o músico, que garantiu que os exemplos provaram ao contrário.
Tiviné sublinhou que os não filiados, dificilmente usufruem do direito de autor, porquanto agem à margem das instituições legalmente criadas, estando, por isso, na condição de ilegais.
Admite, no entanto, que podem ver as suas actividades vetadas, pelo facto de parte deles não dispor de carteira (profissional), que os habilita para o efeito.