Phil Collins, um dos nomes mais influentes da história da música pop e rock, voltou a falar abertamente sobre sua saúde e seus planos para o futuro. Aos 74 anos, o artista descreveu os últimos anos como “difíceis e frustrantes”, mas demonstrou esperança de ainda poder criar novas canções, de acordo com informações divulgadas pela Rolling Stone.
Dono de uma carreira brilhante — tanto como integrante do Genesis quanto em sua trajetória solo iniciada nos anos 1980 — Collins é responsável por clássicos como In the Air Tonight e Sussudio. Ao longo de mais de três décadas, acumulou prêmios importantes, incluindo oito Grammys, seis Brit Awards, dois Globos de Ouro e um Oscar de Melhor Canção Original pelo filme Tarzan (1999).
Apesar do sucesso, sua vida passou a ser marcada por sérios problemas de saúde a partir de 2007, quando sofreu uma grave lesão na coluna. Desde então, enfrentou dificuldades de mobilidade, além de lidar com diabetes e um quadro severo de pancreatite nos anos 2010, relacionado ao alcoolismo. Atualmente, Collins vive sob cuidados médicos permanentes e utiliza muletas para se locomover.
Em entrevista à radialista Zoe Ball, no podcast Eras, da BBC, o músico comentou que precisou passar por sua quinta cirurgia no joelho em 2025. “Tudo o que podia dar errado comigo, deu errado”, desabafou. Ainda assim, ressaltou avanços: um dos joelhos voltou a funcionar, permitindo que ele caminhe com auxílio.
Outro ponto positivo é a sobriedade. Collins celebrou recentemente dois anos sem consumir álcool e afirmou que, apesar das dificuldades, sente que agora as coisas estão mais equilibradas. “Foram alguns anos difíceis, interessantes e frustrantes… mas agora está tudo bem”, declarou.
Nos shows de reunião do Genesis, em 2022, o artista se apresentou sentado, enquanto seu filho, Nic Collins, assumiu a bateria — um momento simbólico para os fãs e para o próprio músico. Hoje, Phil Collins afirma que gostaria de voltar ao estúdio “para dar uma mexida” e ver se ainda há novas músicas a nascer.
O documentário Phil Collins: Drummer First, lançado em 2024, aprofunda essa trajetória, mostrando desde sua paixão pela bateria até as limitações físicas que o afastaram do instrumento. Com mais de 150 milhões de discos vendidos no mundo, Collins segue como uma figura central da música internacional, mesmo enfrentando grandes desafios pessoais.
Segundo a Rolling Stone, o artista prefere manter os pés no chão, mas não perde a esperança. Para os fãs, a possibilidade de novas canções já é, por si só, um sinal de que o legado de Phil Collins continua vivo.