O mês de junho levou o Mi com ele e também Zé Fininho, Paquito e Pai Adão todos eles membros do entretenimento angolano. A música angolana está realmente em luto.
Destacamos o Mi porque o rock ficou de luto e nós rocker teremos um vazio e muito para contar enquanto lamentamos e refletimos a trajetória do rock angolano neste mês.
Tem como pensarmos no rock nacional e deixarmos Mi Faria de parte? Claro que não, Mi foi um grande impulsionador do movimento desde o seu envolvimento com a exploração de novos talentos ao Volume 10 (programa radiofónico na RFM Stereo 96.5) ou como o Luiz Fernandes diz “o Volume 10 tem o código genético do Mi Faria”, na sua segunda edição do Lendas do Rock (Homenagem ao MI FARIA II).
Eu pessoalmente tive o meu primeiro envolvimento de perto com o rock ao vivo no bar do Mi Faria e este é um sentimento partilhado por muitos de nós que estudamos no Muto Ya Kevela ou Makarenko nos anos 90 embora o Mi e o rock vinham de a muito mais.
Devido a pandemia não foi possível para muitos de nós prestarmos o nosso respeito da maneira devida, uma vez que tudo foi numa moda mais restrita. Mais muitos prestaram homenagens mais abrangentes como foi o caso do Volume 10 que fez mais de três homenagens em podcast intitulados Lendas do Rock (Homenagem ao MI FARIA - 1960/2021) I, II, II e IV que podem ser encontrados no Mix-Cloud. Vimos também os Kosmik e Amigos que fizeram a música Midas ao vivo no estúdio 2 em homenagem o Mi Farias. A Associação Angolana de Rock passou também vários postes e acompanhou e massificou o evento dos Kosmik & Amigos no Facebook e acompanhou o Volume 10 em todas suas edições destes podcasts.
Os comentários diversos em várias redes sociais sérvio para mostrar o carinho que o pessoal nutre pelo Rei do Rock nacional.
Mi Farias Faleceu aos 21 de junho e foi enterrado no dia 24 no cemitério da Santa Ana em Luanda e Nasceu a 10 de dezembro de 1960.