A Espanha voltou ao topo do futebol mundial ao vencer a Argentina por 1–0 na final do Campeonato do Mundo, num jogo intenso, dramático e decidido apenas no prolongamento. O herói da noite foi Ferran Torres, que saiu do banco para marcar, aos 106 minutos, o golo que garantiu o segundo título mundial da seleção espanhola.
A partida foi dominada pela Espanha desde o início, mas a resistência argentina — mesmo reduzida a dez jogadores após a expulsão de Enzo Fernández nos descontos do tempo regulamentar — manteve o marcador fechado durante 90 minutos. A tensão crescia, o estádio prendia a respiração, e Lionel Messi, naquilo que deverá ter sido a sua última presença em Mundiais, lutava para manter viva a esperança de um bicampeonato histórico.
Quando o relógio avançou para o segundo tempo do prolongamento, Torres aproveitou um ressalto e finalizou com força, vencendo Emiliano Martínez e quebrando o silêncio que pairava sobre o jogo. O golo desencadeou uma explosão de alegria entre os espanhóis — e um momento de profunda emoção para Messi, que deixou o relvado em lágrimas ao receber a medalha de prata.
A final também marcou feitos individuais importantes. Kylian Mbappé tornou-se o primeiro jogador a conquistar duas vezes a Bota de Ouro, com 10 golos no torneio. Rodri, peça central do meio‑campo espanhol, foi eleito o melhor jogador da competição, enquanto Pau Cubarsí recebeu o prémio de jovem revelação. Unai Simón, seguro durante todo o torneio, levou a Luva de Ouro.
A cerimónia de entrega de prémios contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acompanhado pelo primeiro‑ministro canadiano Mark Carney e pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum. Juntos, entregaram troféus e cumprimentaram os jogadores no palco montado no centro do campo.
Após o apito final, Ferran Torres dedicou a vitória ao povo espanhol:
“Este título é o sonho de 47 milhões de pessoas. Lutámos até ao fim e merecemos levantar esta taça”, afirmou, visivelmente emocionado.
Com esta conquista, a Espanha junta‑se ao grupo restrito de seleções com dois títulos mundiais e impede que a Argentina repita o feito de vencer duas Copas consecutivas — algo que não acontece desde o Brasil de 1958 e 1962. Luis de la Fuente, aos 65 anos, torna‑se o treinador mais velho a erguer o troféu, enquanto Messi encerra a sua trajetória em Mundiais como um dos maiores nomes da história do futebol.