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Apple e Google fecham acordo histórico em IA para impulsionar a nova geração da Siri

Apple e Google fecham acordo histórico em IA para impulsionar a nova geração da Siri

Lea.co.ao | 2026-01-22 22:15:32 | Tecnologia | 90
Parceria de longo prazo coloca os modelos Gemini, do Google, como base da Apple Intelligence e marca uma virada estratégica na corrida global pela inteligência artificial.

Apple e Google anunciaram uma das parcerias mais relevantes do ano no setor de inteligência artificial. Em um acordo de vários anos, a Apple confirmou que a próxima geração de seus Apple Foundation Models será baseada nos modelos Gemini, desenvolvidos pelo Google, além de utilizar sua infraestrutura em nuvem. A colaboração representa uma mudança significativa na estratégia da Apple para levar recursos avançados de IA ao iPhone, iPad e Mac.

O anúncio surge em um momento de forte pressão sobre a Apple, que vinha sendo criticada por avançar mais lentamente no campo da IA em comparação com concorrentes. Um dos principais pontos afetados foi a atualização da Siri, prometida há anos e repetidamente adiada devido a dificuldades técnicas e internas. Com o apoio do Gemini, a empresa espera acelerar esse processo.

Segundo comunicado conjunto, a Apple avaliou diferentes alternativas antes de escolher a tecnologia do Google, considerada a mais robusta e madura para servir de base aos seus próprios modelos. A promessa é entregar experiências mais rápidas, confiáveis e sofisticadas, sem que a empresa precise reconstruir toda a infraestrutura do zero.

Apesar da parceria, a Apple fez questão de reforçar que a privacidade dos usuários continua no centro da estratégia. A empresa afirma que o Apple Intelligence seguirá operando diretamente nos dispositivos e por meio do sistema Private Cloud Compute, mantendo o controle sobre o fluxo de dados dos utilizadores, mesmo com os modelos do Google em segundo plano.

Um dos maiores benefícios do acordo será a chegada de uma Siri mais personalizada e inteligente ainda em 2026. A nova assistente deverá compreender melhor o contexto, executar pedidos mais complexos e integrar-se de forma mais profunda aos aplicativos do ecossistema Apple. Ao recorrer ao Gemini, a Apple ganha fôlego para competir de forma mais direta com soluções como ChatGPT e outros assistentes avançados.

O acordo também reforça a posição do Google na corrida da IA. Após já fornecer tecnologia para o “Galaxy AI”, da Samsung, a empresa amplia sua presença ao alcançar a enorme base instalada da Apple, que ultrapassa dois bilhões de dispositivos ativos em todo o mundo.

No entanto, a parceria não passa despercebida pelos reguladores. Apple e Google já enfrentam investigações antitruste devido ao acordo que torna o Google o mecanismo de busca padrão nos dispositivos da Apple. A nova colaboração em IA pode atrair ainda mais atenção das autoridades, preocupadas com a concentração de poder entre gigantes da tecnologia.

Em paralelo, o Google lançou um aplicativo dedicado do Gemini para iPhone, permitindo que usuários do iOS acessem diretamente o assistente, incluindo o Gemini Live, uma versão mais conversacional. O movimento sinaliza que o Google não vê mais o Gemini como exclusivo do Android e reforça a ideia de um ecossistema de IA mais aberto — ainda que competitivo.

No fim das contas, o acordo entre Apple e Google simboliza uma nova fase da indústria: em vez de desenvolver tudo internamente, até mesmo as maiores empresas do mundo estão dispostas a unir forças para não ficar para trás na corrida da inteligência artificial.

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