A fabricante de chips Intel anunciou que recebeu US$ 5,7 bilhões em fundos antecipados como parte de um novo acordo com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, dentro do programa CHIPS Act. O valor foi liberado antes do previsto, após a empresa aceitar mudanças nos marcos do projeto original.
O acordo inclui restrições: a Intel não poderá usar os recursos para pagar dividendos, recomprar ações, realizar fusões que mudem o controle da empresa ou expandir operações em certos países.
Como parte do novo entendimento, o **governo dos EUA adquiriu uma participação de 9,9% na Intel e negociou um mandato de cinco anos para comprar mais 5% das ações, caso a empresa deixe de controlar mais de 51% da sua divisão de fabricação.
Segundo o diretor financeiro da Intel, David Zinsner, não há expectativa de que a empresa perca o controle da sua operação fabril. “Acredito que esse mandato vai expirar sem ser usado”, afirmou.
O investimento ocorre num momento em que a Intel enfrenta forte concorrência de empresas como a NVIDIA, que lidera o setor com alta demanda por chips voltados à inteligência artificial.
A Intel também revelou que já gastou US$ 7,87 bilhões em projetos elegíveis financiados pelo CHIPS Act e que separou 158,7 milhões de ações em uma conta de garantia, aguardando novos repasses para o programa Secure Enclave, voltado à fabricação avançada de chips.
Apesar do avanço, a Casa Branca informou que o acordo ainda está em fase final de negociação. A porta-voz Karoline Leavitt declarou que “os detalhes estão sendo ajustados”.
A medida marca uma nova fase na relação entre o governo dos EUA e grandes empresas de tecnologia, com o presidente Donald Trump indicando que pretende realizar acordos semelhantes com outras companhias.