Durante a 42ª sessão ordinária do Comité dos Representantes Permanentes (COREP) que decorre desde terça-feira (26), no formato virtual, considerou como actos de gestão inaceitáveis "a disponibilização de 32 milhões de dólares para fornecedores da Comissão da União Africana (CUA) a título de pagamentos antecipados que não foram devolvidos”, citando o relatório do Sub-comité para Questões de Auditoria.
A remuneração adiantada de salários e a disponibilização de montantes a funcionários para aquisições de bens e que, posteriormente, se desvincularam da UA sem terem feito o pagamento das suas dívidas é outro dos actos de gestão criticado pelo diplomata angolano.
Francisco da Cruz, igualmente embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da Comissão Económica das Nações Unidas para África, referiu que casos do género provam a falta de um cumprimento escrupuloso das normas e procedimentos de gestão administrativa e financeira na organização continental, que não podem nem devem ser tolerados.
Sugeriu a aplicação cuidada das recomendações das auditorias realizadas para fazer com que todos os órgãos da UA cumpram estritamente as regras e procedimentos, em especial na gestão dos recursos humanos e financeiros e que sejam sujeitos a sanções reforçadas em caso de violação dos mesmos.
Em relação à covid-19, congratulou-se e louvou o trabalho desenvolvido pelo Centro Africano para Prevenção e Controlo de Doenças (CDC), particularmente na assistência prestada aos Estados membros na resposta à pandemia.
"A Covid-19 criou uma situação de emergência de consequências económicas, sociais, sanitárias graves para o continente africano e o mundo, que nos convida a uma reflexão profunda sobre os mecanismos de aprovação e implementação da resposta da União Africana à pandemia, para que estes sejam mais céleres e alinhados às expectativas e às necessidades dos Estados membros na prevenção de eventuais surtos no futuro, incluindo com a criação de condições para a produção de vacinas”, enfatizou.