As forças israelenses cercaram o hospital Al Shifa na cidade de Gaza, que dizem ficar no topo de um quartel-general subterrâneo de militantes do Hamas.
O Hamas, o grupo islâmico que governa Gaza, nega a presença de combatentes e afirma que 650 pacientes e entre 5.000 e 7.000 outros civis deslocados estão presos nas dependências do hospital, sob fogo constante de franco-atiradores e drones. Afirma que 40 pacientes morreram nos últimos dias, incluindo três bebés prematuros cujas incubadoras foram desligadas quando faltou energia.
Cinco semanas depois de Israel ter jurado destruir o Hamas em retaliação a um ataque transfronteiriço perpetrado por militantes, o destino do hospital cercado tornou-se um foco de alarme internacional, incluindo por parte do aliado mais próximo de Israel, os Estados Unidos.
Ashraf Al-Qidra, porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, contatado por telefone dentro do complexo hospitalar, disse que havia cerca de 100 corpos em decomposição lá dentro e não havia como retirá-los.