“Estamos a falar de mais ou menos 30 mil milhões de dólares, de acordo com os dados da balança de pagamentos que são compilados pelo banco nacional”, disse, salientando que, deste dados, metade (15 mil milhões) representam depósitos de bancos comerciais e instituições financeiras junto dos seus correspondentes e nã necessariamente valores de cidadãos, mas valores que os bancos comerciais detém no exterior.
José de Lima Massano, que falava no final do seminário sobre os desafios do combate à corrupção, ao nepotismo e ao branqueamento de capitais organizado pelo MPLA, disse que uma outra metade corresponde a depósitos de entidade não financeiras, onde são incluídas o Tesouro, que detém conta para financiamentos, o Fundo Soberano de Angola, que não capta depósitos, empresa públicas e alguns particulares.
O Governador do Banco Nacional de Angola, que falou depois do Presidente da República ter anunciado período de graça para os cidadãos repatriarem capitais no estrangeiro, adiantou que o BNA vai criar condições objectivas para que aquelas entidades, quer seja colectivas ou particulares que tenham recursos no exterior, possam livremente trazê-los para o país.
O Governador José de Lima Massano lembrou que Angola tem leis que se aplicam no resgate desses valores a favor do Estado.
“Temos um legislação que combate práticas ilícitas, quer a nível da fuga de capitais, a nível do branqueamento de capitais e passado este período , além de termos um quadro normativo que vem estabelecer regras específicas”, disse.