Certifica-se Como Artista Real Na LEA. Começa Agora
Logo da Lea.co.ao
facebook X instagram pinterest youtube
Ativista pode ser extraditado e julgado por agredir general angolano?

Ativista pode ser extraditado e julgado por agredir general angolano?

DW | 2023-01-18 11:29:31 | Politica | 365
Agora, trava-se um novo debate sobre o mesmo caso: a possibilidade de extradição de J. Privado para ser julgado em Angola.

A verdade é que pouco, ou quase nada, se sabe sobre a existência de acordo de extradição entre os dois Estados. Mas a Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP) prevê este instituto.

Seria aplicável nesse caso? O jurista Agostinho Canando responde que não é possível extraditar o ativista nas condições em que se encontra.

"A não ser que o mesmo esteja detido ou preso e a cumprir uma medida cautelar, ou uma pena de prisão, já no Brasil. Neste caso, sim, poderia se negociar com a República Federativa do Brasil, no sentido de o mesmo vier a cumprir a sua pena cá", explica.

A Convenção de Extradição no âmbito da CPLP veda, por exemplo, quando se trata de crime punível com pena de morte, ou quando o Estado requerido considere ser político ou com ele conexo.

"No fundo não se tratará de uma extradição normal, mas de uma perseguição política por se tratar de um ativista cívico que não vai de encontro com os interesses de alguns governantes angolanos, e isso vai dar uma outra indurença nesse mesmo processo", afirma Agostinho Canando.

ARTIGOS RELACIONADOS