Massano Júnior, saído dos “Negoleiros do Ritmo”, fundou o conjunto África Show, aproveitando a dissolução do agrupamento os “Kinzas”, que era constituído por, Tony Galvão (teclas), Zeca Tyrilene (guitarra) e Quim Amaral (guitarra), considerados os verdadeiros fundadores do África Show, incluindo Cestinho Webba, o grande profissional do teclado, que passou pelo África Show, na sua fase derradeira.Fundado em 1968, na sequência de encontros de amigos na casa da Dona Filó, no desaparecido Bairro Indígena, o África Show foi integrando, em vários períodos da sua existência, os guitarristas solo, Nito Saraiva, António Imperial (Baião), dos Jovens do Prenda, que integrou o África Show, em 1960, e autor do sucesso “Kizuapekala lelo”, canção que ficou conhecida na voz de Massano Júnior, Zé Keno, que teve uma passagem fugaz pelo África Show, em 1970, Belmiro Carlos, Carlitos Vieira Dias e Didinho (viola baixo), Raul Tolingas, Vininho e Tinito (percussão, caixa), Cestinho Weba, que veio a substituir o Tony Galvão (órgão), Teta Lando (voz) e Belita Palma, a grande voz feminina que foi, temporariamente, vocalista do África Show.
Embora fundado no Bairro Indígena, o conjunto África Show foi ensaiando, de forma itinerante, nas residências dos seus mais influentes integrantes. Primeiro na casa do Zeca Tyrilene, no Bairro Marçal, Teta Lando, no Bairro Popular, e Massano Júnior, na sua residência situada no Bairro da Cuca, e, definidamente, aconteceu o retorno dos ensaios no emblemático Bairro Marçal. No período áureo do África Show, 1969 a 1973, o grupo acompanhou os artistas, Zé Viola, Urbano de Castro, Óscar Neves, António dos Santos, Quim dos Santos, e Elias diá Kimuezo. Convidados pelo Duo Ouro Negro, em 1972, a integrar o projecto “Blackground”, Massano Júnior, Carlitos Viera Dias e Mário Bento, viola baixo dos “Jovens”, um conjunto de música moderna, iniciam uma digressão por Angola e Moçambique. Na referida digressão, Massano Júnior foi a figura principal de uma demonstração de tambores. O África Show viajou três vezes a Portugal, tendo gravado todos os seus singles pela Valentim de Carvalho, com a etiqueta “Ngola”, tornando-se, em determinada altura, um conjunto preferido da editora.