Luís Filipe Guimarães da Mota Veiga, conhecido pelo pseudónimo David Mestre, nasceu a 3 de agosto de 1948, em Loures, Portugal, e faleceu a 11 de junho de 1997, em Almada, Portugal, vítima de um acidente vascular cerebral, aos 49 anos. Poeta, jornalista e crítico literário luso-angolano, David Mestre é considerado uma das grandes vozes da poesia angolana, com uma obra marcada por profunda sensibilidade, reflexões sobre a condição humana e a identidade cultural.
Aos oito meses de idade, mudou-se com a família para Angola, onde passou a maior parte da sua vida e mais tarde se nacionalizou angolano. A sua ligação com Angola foi fundamental para a sua trajetória literária, consolidando-o como uma figura central no movimento literário angolano moderno. A sua escrita combina inovação poética com temas universais, refletindo tanto as vivências do contexto angolano como questões humanas mais amplas.
David Mestre destacou-se não só como poeta, mas também como jornalista e crítico literário, colaborando em diversos jornais e revistas de Angola, Portugal e outros países. Foi diretor do Jornal de Angola até 1992 e coordenou as páginas literárias «Forma» do jornal A Palavra. Em 1971, fundou e dirigiu o grupo «Poesias – Hoje», que desempenhou um papel importante na promoção da poesia e na formação de jovens escritores. Foi também membro da Associação Internacional de Críticos Literários e da União dos Escritores de Angola, reforçando o seu impacto no cenário cultural.
Entre as suas principais obras estão Kir-Nan (1967), Crónica do Ghetto (1973), Dizer País (1975), Do Canto à Idade (1977) e Nas Barbas do Bando (1985). A sua poesia, traduzida para várias línguas, é reconhecida pela originalidade e pela capacidade de abordar temas profundos com uma linguagem acessível e inovadora. Como assessor do presidente José Eduardo dos Santos, também contribuiu para a vida cultural e política de Angola.
Faleceu em 1997, no Hospital Garcia de Horta, em Almada, Portugal, mas o seu legado perdura na literatura lusófona. A sua obra continua a inspirar leitores, estudiosos e novas gerações de escritores, sendo sinónimo de excelência literária e de um compromisso inabalável com a arte e a cultura angolana.
| Ano | Premiação | Organizador |
|---|---|---|
| 1973 | Prémio Óscar Ribas de Literatura Angolana | Óscar Ribas |