Fernando Pires da Graça, artisticamente conhecido como Diabick (também referido como Diabike), foi um dos músicos angolanos mais marcantes das décadas de 1980 e 1990. Natural da província de Benguela, destacou-se no panorama musical nacional com sucessos que atravessaram gerações, como “Amandjangue”, “Barona” e “Margarida”, obras que o tornaram uma referência incontornável da cultura angolana.
Ao longo da sua carreira, Diabick conquistou o público pela autenticidade, pela energia em palco e pela capacidade de traduzir vivências angolanas em melodias populares. A sua presença artística influenciou colegas e inspirou novos talentos, consolidando o seu nome como um dos pilares da música moderna de Angola.
Nos últimos anos de vida, o músico enfrentou sérios problemas de saúde. Durante mais de três anos, padeceu de insuficiência renal, agravada por episódios de trombose e por três acidentes vasculares cerebrais anteriores. Em 2011, vários artistas angolanos uniram-se numa campanha nacional de solidariedade para apoiar o seu tratamento, numa demonstração de respeito e reconhecimento pela sua contribuição cultural.
Em março de 2017, Diabick voltou a emocionar o país ao surgir na Rádio LAC, onde, debilitado e fragilizado, partilhou publicamente as dificuldades que enfrentava. O episódio sensibilizou ouvintes e colegas, revelando a dimensão humana por trás do artista que tantas alegrias proporcionou ao público.
Infelizmente, Diabick faleceu na terça-feira, 1 de março de 2017, vítima das complicações de saúde que o acompanhavam. A notícia da sua morte gerou grande comoção no meio artístico. Músicos, compositores e representantes culturais destacaram o seu legado, classificando-o como uma perda irreparável para a música angolana.
Para muitos, Diabick permanece como um símbolo de talento, humildade e dedicação. A sua obra continua viva na memória coletiva e serve de inspiração para as novas gerações, reafirmando o seu lugar na história da música e da cultura de Angola.