Novo presidente da UA valoriza realização da Bienal de Luanda

47 2021-02-08 11:10:11 Politica
O novo presidente em exercício da União Africana (UA) pediu à Comissão da organização continental para coordenar esforços com os Estados-membros, para a implementação com êxito das actividades previstas para o presente ano, com destaque para a realização da segunda edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz em África, marcada para Setembro próximo, em Luanda.

Félix Tshisekedi defendeu o repatriamento das obras de arte fora do continente, salientando que a questão deve merecer grande atenção durante a Bienal de Luanda. Lembrou que o Lema da Cimeira: "Artes, Cultura e Património” tem a ver com o reencontro da cultura africana e regresso às origens dos povos do continente negro. Salientou que os Estados africanos devem usar os seus recursos artísticos como "alavancas” para o bem-estar dos cidadãos.

A Cimeira da UA, que ontem encerrou os trabalhos em Addis Abeba, Etiópia, valorizou o relatório sobre a reforma institucional da organização apresentado pelo Presidente do Rwanda, Paul Kagame, orientada para a mobilização de quadros e obtenção de recursos financeiros com vista ao bom funcionamento da instituição.

Em relação à necessidade da integração do continente, Tshisekedi apelou para a implementação da Zona de Comércio Livre, lançada em Janeiro último. "Temos agora de afinar os instrumentos que vão permitir operacionalizar com sucesso este desafio”, afirmou.

Tshisekedi defendeu, no encerramento da 34ª Sessão Ordinária da Assembleia de Chefes de Estado e de Governo, um continente "forte” e livre de ameaças terroristas. "Devemos empreender esforços para criar uma África forte, hoje ainda sob ameaças terroristas em várias regiões”, afirmou Tshisekedi, citando como exemplo movimentos terroristas que causam insegurança e afectam os recursos naturais na RCA e no Leste da República Democrática do Congo (RDC).

O também Chefe de Estado da RDC apelou, igualmente, para a edificação da paz e estabilidade no continente com vista a solucionar os problemas que afligem o Egipto, Etiópia e Moçambique. Aos Estados-membros da União Africana, o novo presidente da organização continental pediu trabalho conjunto para reduzir os impactos negativos da pandemia da Covid-19 em África. Aproveitou, de igual modo, a sua presença em Addis Abeba para homenagear o presidente cessante da UA, Cyril Ramaphosa, que foi declarado na cimeira como "capitão” da luta contra a pandemia, pelo trabalho eficaz realizado durante o seu mandato como presidente da organização continental.

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